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Destroços de avião são retirados de prédio em BH; investigação apura causas do acidente

Queda de monomotor deixou três mortos e dois feridos no bairro Silveira; Polícia Civil e Cenipa conduzem apuração

05/05/2026 às 17h53
Por: Adriana Santos
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Imagens | CBMG
Imagens | CBMG

Os destroços do avião monomotor que caiu sobre um prédio no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, foram retirados na tarde desta terça-feira (5). O acidente ocorreu na segunda-feira (4) e resultou na morte de três pessoas, além de deixar dois feridos.

 

A operação de remoção foi realizada com o uso de um caminhão-guindaste, com acompanhamento de técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), que permanecem na capital coletando dados para a investigação.

 

De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, a aeronave havia sido vendida recentemente e ainda estava em processo de transferência de propriedade. Um dos novos proprietários está entre as vítimas fatais.

 

Com a retirada dos destroços, o prédio — que havia sido interditado para perícia — foi liberado. Segundo a Defesa Civil, não foram identificados danos estruturais que comprometam a segurança do imóvel. O avião atingiu a caixa de escada entre o terceiro e o quarto andar, sem alcançar apartamentos.

 

A aeronave decolou do Aeroporto da Pampulha às 12h16 de segunda-feira com destino ao Campo de Marte, em São Paulo, transportando cinco pessoas. Pouco após a decolagem, o piloto relatou dificuldade para manter a subida e declarou emergência. Na sequência, o avião caiu na Rua Ilacir Pereira Lima.

 

Morreram no local o piloto Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, e o copiloto Fernando Souto Moreira, de 36. A terceira vítima, o empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

 

A investigação do caso está a cargo da Polícia Civil, por meio da 1ª Delegacia Leste, em conjunto com o Cenipa. O corpo da terceira vítima já foi necropsiado, e familiares realizaram os procedimentos para liberação no Instituto Médico-Legal (IML).

 

Segundo a corporação, diligências estão em andamento, com coleta de documentos, análise pericial e oitiva de testemunhas. O proprietário da aeronave também deverá ser ouvido, e a regularidade do avião será verificada.

 

As causas do acidente ainda são desconhecidas e dependem da conclusão dos laudos técnicos.

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