
A conta de luz dos brasileiros terá cobrança adicional em maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu a bandeira tarifária amarela para o próximo mês, o que representa um custo extra de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
A medida ocorre em meio à redução das chuvas na transição para o período seco, o que diminui a geração hidrelétrica e aumenta a necessidade de acionamento de termelétricas, mais caras.
Além da bandeira amarela, a Aneel também aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia que atuam em nove estados. O impacto deve alcançar cerca de 50 milhões de pessoas, com aumento médio estimado em 8%, quase o dobro da inflação projetada para o ano.
Entre os destaques, a CPFL Santa Cruz registrou reajuste médio de 18,89%, com atuação em municípios de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. Já a CPFL Paulista teve aumento de 12,13%. No Centro-Oeste, os reajustes chegaram a 12,1% no Mato Grosso do Sul e 6,86% no Mato Grosso. No Nordeste, os aumentos variaram entre 5,4% e 6,68%, conforme a distribuidora.
Somadas, as concessionárias atendem uma população de aproximadamente 46,7 milhões de pessoas, segundo a Aneel.
O setor elétrico aponta que parte das altas está relacionada à expansão de subsídios a fontes de geração, como a energia distribuída por sistemas solares instalados por consumidores.
O tema também é tratado como sensível pelo governo federal, que chegou a avaliar um empréstimo bilionário para aliviar os reajustes, mas a proposta não avançou.
O sistema indica as condições de geração de energia no país e define cobranças adicionais quando os custos aumentam:
- Verde: sem cobrança extra;
- Amarela: R$ 1,88 a cada 100 kWh;
- Vermelha 1: R$ 4,46 a cada 100 kWh;
- Vermelha 2: R$ 7,87 a cada 100 kWh.
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