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Governo propõe usar receitas do petróleo para reduzir impostos sobre combustíveis

Projeto enviado ao Congresso prevê uso de arrecadação extra com royalties e pré-sal para compensar desonerações; medida busca conter impacto da alta internacional

24/04/2026 às 16h07
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução
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O governo federal encaminhou ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar que cria um mecanismo para reduzir impostos sobre combustíveis em momentos de aumento na arrecadação com o petróleo. A proposta foi apresentada na quinta-feira (23) como parte das ações para conter os efeitos da alta internacional dos preços, impulsionada pelo conflito no Oriente Médio.

A ideia é utilizar receitas extraordinárias, como royalties e a comercialização de petróleo do pré-sal, para compensar a redução de tributos federais que incidem sobre combustíveis. Entre os impostos que poderiam ser reduzidos estão o PIS, a Cofins e a Cide, aplicados sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel.

Segundo o Ministério da Fazenda, a redução dos tributos dependerá diretamente do aumento da arrecadação. Ou seja, quanto maior a receita adicional com o petróleo, maior a possibilidade de desoneração para os consumidores.

A proposta prevê que o presidente da República possa autorizar, por decreto, a redução temporária dos impostos sempre que houver esse excedente de arrecadação. Cada medida teria validade inicial de dois meses, com possibilidade de revisão ao final do período.

O mecanismo teria caráter temporário e ficaria em vigor enquanto durarem os impactos do cenário internacional sobre o preço dos combustíveis.

Nos últimos meses, o governo já adotou outras medidas para tentar conter a alta, como a redução de tributos sobre o diesel e a concessão de subsídios ao combustível, tanto para o produto importado quanto para o nacional.

Com a nova proposta, a estratégia passa a vincular diretamente o alívio tributário ao desempenho das receitas do setor petrolífero, buscando equilibrar as contas públicas ao mesmo tempo em que tenta reduzir o impacto no bolso dos consumidores.

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