
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou na quarta-feira (22) a contratação de 1 mil novos policiais federais. A medida, segundo o governo, faz parte de um movimento para recompor e ampliar o efetivo da Polícia Federal e reforçar o combate ao crime organizado no país.
A previsão oficial é que, até o fim de 2026, todos os cargos da corporação estejam preenchidos pela primeira vez na história.
O reforço inclui a nomeação de 630 agentes, 160 escrivães, 120 delegados, 69 peritos e 21 papiloscopistas. A informação foi divulgada por Lula em vídeo nas redes sociais.
O presidente afirmou que a decisão busca fortalecer a atuação da PF e reduzir a presença de policiais cedidos a outros órgãos. Segundo ele, a prioridade é manter o efetivo concentrado nas atividades de investigação e repressão ao crime.
Integrantes do governo e da direção da Polícia Federal avaliam que o aumento do efetivo pode ampliar a presença da corporação em áreas consideradas sensíveis, como fronteiras, portos, aeroportos e ações de combate ao crime ambiental e ao crime financeiro.
O diretor-geral da PF afirmou que a medida deve contribuir para fortalecer o trabalho investigativo e a capacidade operacional da instituição.
O anúncio ocorre em paralelo ao andamento do curso de formação de novos agentes da PF, iniciado em janeiro deste ano com mais de 600 alunos. Essa etapa é a fase final do concurso público e acontece na Academia Nacional de Polícia, em Brasília.
O governo também destacou resultados recentes da corporação no enfrentamento ao crime organizado, com apreensões e bloqueios de bens que teriam somado mais de R$ 9,5 bilhões no último ano.
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