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Partido Verde critica postura de governador e manifesta apoio a prefeito de Ouro Preto

Nota oficial aponta desrespeito institucional durante cerimônia da Inconfidência e defende educação pública mineira

22/04/2026 às 15h26
Por: Adriana Santos
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Reprodução: TV Minas
Reprodução: TV Minas

O Partido Verde de Minas Gerais divulgou uma nota pública de repúdio e solidariedade ao prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, após um episódio ocorrido durante a cerimônia oficial do dia 21 de abril, data que celebra a Inconfidência Mineira e homenageia Tiradentes. Segundo o partido, a conduta do governador Mateus Simões durante o evento foi considerada inadequada e incompatível com o ambiente democrático esperado em solenidades institucionais.

De acordo com o posicionamento, o episódio teve início após o prefeito defender a educação pública mineira e manifestar críticas ao modelo de escolas cívico-militares proposto pelo governo estadual. A reação do governador, descrita como hostil, teria gerado constrangimento entre autoridades e convidados presentes.

Na nota, o Partido Verde ressalta que o debate sobre políticas educacionais deve ocorrer dentro dos limites do respeito institucional e democrático. A legenda também reforça a importância da tradição educacional de Minas Gerais, destacando princípios como a liberdade de ensinar e aprender, além da valorização de educadores.

O texto ainda aponta preocupação com possíveis retrocessos e rejeita modelos considerados autoritários ou distantes das necessidades da comunidade escolar. Por fim, o partido manifesta apoio ao prefeito Ângelo Oswaldo, destacando sua trajetória ligada à cultura, à democracia e ao fortalecimento do conhecimento.

A seguir, a íntegra da nota divulgada pelo Partido Verde:

 

NOTA DE REPÚDIO E SOLIDARIEDADE | O Partido Verde de Minas Gerais manifesta seu veemente repúdio à postura grosseira, desrespeitosa e incompatível com o espírito democrático demonstrada pelo governador Mateus Simões contra o prefeito de Ouro Preto, Ângelo Oswaldo, durante a cerimônia oficial neste 21 de Abril, dia da Inconfidência Mineira e de Tiradentes.

O prefeito Ângelo Oswaldo fez uma legítima defesa da educação pública mineira em contraposição ao modelo de escolas cívico-militares proposto pelo Governo do Estado. Não satisfeito, Simões optou pela postura hostil e alheia à liturgia do cargo, gerando constrangimento entre autoridades, convidados e presentes à solenidade.

Ao atacar uma manifestação legítima em defesa da educação pública, do pensamento pedagógico e da tradição mineira de excelência no ensino, Simões ultrapassou os limites do debate institucional, ferindo valores fundamentais da convivência republicana.

Minas Gerais construiu sua história educacional com base no conhecimento, na liberdade de ensinar e aprender, no respeito aos educadores e em referências transformadoras como Helena Antipoff, esta, citada pelo prefeito Ângelo Oswaldo.

Não aceitaremos retrocessos que tentem impor modelos autoritários, verticalizados ou alheios às reais necessidades da comunidade escolar.

Reafirmamos que a educação deve formar cidadãos críticos, conscientes e preparados para a vida em sociedade — jamais servir como instrumento de projetos ideológicos ou eleitorais.

Manifestamos nossa total solidariedade ao prefeito Ângelo, cuja trajetória pública sempre esteve ligada à cultura, à democracia e à valorização do conhecimento.

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