
Pacientes com suspeita ou diagnóstico de câncer atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Belo Horizonte poderão contar com acompanhamento individualizado em todas as etapas do cuidado.
A proposta, que cria um programa específico de navegação de pacientes, já está apta para votação em 1º turno na Câmara Municipal após aval da Comissão de Orçamento e Finanças Públicas.
A iniciativa está prevista no Projeto de Lei (PL) 602/2025, de autoria do vereador Helton Júnior (PSD), e propõe a criação do Programa Municipal de Navegação de Pacientes para Pessoas com Neoplasia Maligna Oncológica.
O objetivo é orientar os usuários e agilizar desde a investigação da doença até o tratamento, reduzindo falhas e atrasos no atendimento.
Pelo texto, o acompanhamento será feito por profissionais de saúde capacitados, chamados de “navegadores de pacientes”, que manterão contato contínuo com os usuários, esclarecendo dúvidas e auxiliando no acesso aos serviços da rede pública.
A proposta busca garantir que o início do tratamento ocorra dentro dos prazos legais, como determina a Lei Federal 12.732/2012, além de melhorar a adesão às terapias e a organização do cuidado oncológico.
Entre as ações previstas estão suporte informativo, coordenação do atendimento, orientação sobre direitos e benefícios e acompanhamento ao longo de toda a jornada do paciente. O programa também deverá atuar de forma integrada às políticas nacionais de atenção ao câncer no SUS.
Relatora da proposta na comissão, a vereadora Marilda Portela (PL) considerou o projeto viável do ponto de vista orçamentário. Segundo o parecer, a iniciativa poderá ser implementada com base na estrutura já existente da rede municipal de saúde, com recursos próprios e financiamento estadual e federal.
A avaliação técnica também aponta que o município já possui normativas e políticas alinhadas ao tema, o que permitiria a execução do programa de forma gradual e integrada ao sistema atual.
Com a aprovação na Comissão de Orçamento e Finanças Públicas, o projeto encerrou sua tramitação inicial nas comissões e está pronto para ser analisado em plenário, em 1º turno. Para avançar, precisa do voto favorável da maioria dos vereadores.
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