
O Governo Federal anunciou, nesta quinta-feira (9), o lançamento do Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), com investimento de R$ 187 milhões previsto para 2026.
A iniciativa busca ampliar o acesso à água potável, ao esgotamento sanitário e à gestão de resíduos sólidos em comunidades indígenas em todo o país.
O programa foi apresentado durante encontro em Brasília (DF) entre o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e lideranças indígenas. A proposta integra um conjunto de ações voltadas ao fortalecimento da assistência à saúde nos territórios indígenas.
Do total previsto, R$ 132 milhões serão destinados ao abastecimento de água, R$ 36 milhões ao esgotamento sanitário e R$ 19 milhões ao manejo de resíduos sólidos.
Segundo o governo, o programa pretende levar soluções adaptadas às realidades locais, respeitando as características culturais e territoriais das comunidades.
A iniciativa foi construída com base na escuta direta das populações indígenas, consideradas historicamente afetadas pela falta de saneamento básico.
Durante o lançamento, o ministro da Saúde afirmou que o PNSI representa uma mudança na forma de políticas públicas voltadas aos povos indígenas, com foco em planejamento mais eficiente e tecnologias adequadas às diferentes regiões.
A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) também destacou que o saneamento é uma das principais demandas das comunidades, sendo fundamental para reduzir doenças e melhorar a qualidade de vida nos territórios.
Além do programa de saneamento, o governo anunciou medidas complementares para reforçar a assistência à saúde indígena. Entre elas estão:
realização de mutirões com especialistas em áreas remotas;
cerca de 12 mil atendimentos e procedimentos de saúde;
construção de 22 novas unidades básicas de saúde indígena (UBSI).
As ações fazem parte de uma estratégia mais ampla para ampliar o atendimento em regiões de difícil acesso e reduzir desigualdades históricas no cuidado à saúde indígena.
O lançamento ocorre no mês dedicado aos povos indígenas e reforça a prioridade dada pelo governo à ampliação da infraestrutura e dos serviços básicos nessas comunidades.
A expectativa é que o programa contribua para a prevenção de doenças relacionadas à falta de saneamento e fortaleça a atenção integral à saúde indígena no país.
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