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Grécia decide proibir redes sociais para menores de 15 anos a partir de 2027

Medida mira saúde mental e pressiona plataformas digitais a reforçarem controle de idade.

10/04/2026 às 09h28
Por: Marina Menta
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Imagem: Reprodução I Banco de Imagens
Imagem: Reprodução I Banco de Imagens

A Grécia anunciou que vai proibir o acesso de crianças menores de 15 anos às redes sociais a partir de 1º de janeiro de 2027. 

A decisão foi tomada pelo governo após preocupações com o aumento de problemas como ansiedade, distúrbios do sono e o caráter viciante das plataformas digitais.

Segundo o primeiro-ministro do país, Kyriákos Mitsotákis, a proposta tem amplo apoio popular: uma pesquisa indicou que cerca de 80% da população é favorável à restrição. 

A medida também faz parte de um pacote mais amplo de políticas voltadas ao uso consciente da tecnologia entre jovens.

Com a nova regra, empresas responsáveis por redes sociais, como TikTok, Instagram, Facebook e YouTube, terão que implementar mecanismos eficazes para impedir o acesso de menores de 15 anos. 

Caso contrário, poderão sofrer multas que chegam a até 6% do faturamento global.

Antes mesmo da nova legislação, o governo grego já havia adotado medidas como a proibição do uso de celulares nas escolas e o desenvolvimento de ferramentas de controle parental para limitar o tempo de tela de adolescentes.

A iniciativa da Grécia segue uma tendência internacional de maior regulação das redes sociais. Em dezembro, a Austrália se tornou o primeiro país a proibir o acesso às plataformas digitais para menores de 16 anos.

O governo grego também pretende levar o debate à União Europeia, buscando ampliar a discussão sobre regras comuns para proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.

De acordo com autoridades, o foco da medida é reduzir os efeitos negativos do uso excessivo das redes sociais entre jovens, especialmente em relação à saúde mental. 

Estudos e avaliações internas apontam que o design dessas plataformas pode estimular o uso prolongado e contribuir para quadros de ansiedade e privação de sono.

A expectativa é que a nova legislação entre em vigor em 2027, com período de adaptação para as empresas e ampliação das ferramentas de fiscalização por parte do governo.

 

 

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