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Morte de líder do Tren de Aragua é vista pelos EUA como recado ao crime organizado na América Latina

A declaração foi feita por autoridades ligadas ao Departamento de Defesa norte-americano após a confirmação da operação que resultou na morte do criminoso

13/06/2026 às 17h48
Por: João Vitor Viana
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Divulgação/Redes Sociais
Divulgação/Redes Sociais

O governo dos Estados Unidos afirmou neste sábado (13) que a morte de Héctor Rusthenford Guerrero Flores, conhecido como “Niño Guerrero”, líder da organização criminosa Tren de Aragua, representa uma mensagem clara de combate ao narcotráfico e ao crime organizado na América Latina. A declaração foi feita por autoridades ligadas ao Departamento de Defesa norte-americano após a confirmação da operação que resultou na morte do criminoso.

Guerrero foi morto durante uma ação militar realizada em conjunto por forças dos Estados Unidos e da Venezuela. Segundo informações divulgadas pelos dois governos, o líder da facção foi neutralizado durante confrontos com integrantes de grupos armados. O presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou a operação e afirmou que o ataque foi conduzido de forma rápida e precisa pelo Comando Sul norte-americano.

Em publicação nas redes sociais, Patrick Weaver, integrante da equipe do secretário de Defesa dos Estados Unidos, declarou que a morte do criminoso demonstra que não há refúgio para organizações ligadas ao narcotráfico no continente. Segundo ele, as ações contra cartéis e grupos criminosos continuarão sendo prioridade para o governo norte-americano.

Fundado na Venezuela, o Tren de Aragua é considerado atualmente uma das maiores organizações criminosas da América Latina. O grupo expandiu sua atuação para diversos países da região, incluindo Colômbia, Peru, Chile e Brasil. Entre os crimes atribuídos à facção estão tráfico de drogas e armas, exploração sexual, extorsão, transporte ilegal de migrantes e atividades relacionadas ao garimpo ilegal.

Nascido em 1983, na cidade venezuelana de Maracay, Niño Guerrero acumulou uma longa trajetória criminosa. Preso por homicídio, tráfico de drogas e outros delitos, ele ganhou notoriedade ao comandar o Tren de Aragua mesmo enquanto cumpria pena na prisão de Tocorón, considerada o principal centro de operações da organização.

Sob seu controle, o presídio ficou conhecido internacionalmente pela estrutura incomum. O local possuía piscina, cassino, boate, restaurantes, lojas, zoológico e até um estádio de beisebol, além de esconder armamentos pesados e túneis utilizados para fugas. Em 2023, uma grande operação das forças venezuelanas retomou o controle da unidade, mas Guerrero conseguiu escapar.

Nos Estados Unidos, o criminoso era alvo de acusações por terrorismo, tráfico internacional de drogas, extorsão e crimes relacionados a armas de fogo. O Departamento de Justiça norte-americano oferecia recompensa de até US$ 5 milhões por informações que levassem à sua captura. A morte de Niño Guerrero é considerada um dos golpes mais significativos contra o Tren de Aragua desde a expansão internacional da facção.

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