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Cármen Lúcia antecipa saída do comando do TSE para acelerar preparação das eleições

Decisão acelera transição no comando da Justiça Eleitoral e amplia tempo de preparação para o pleito de 2026.

09/04/2026 às 14h16
Por: Marina Menta
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Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom I Agência Brasil
Imagem: Fábio Rodrigues Pozzebom I Agência Brasil

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, anunciou nesta quinta-feira (9) que irá antecipar sua saída do comando da Corte. 

A medida viabiliza a eleição do ministro Kassio Nunes Marques para a presidência já na próxima terça-feira (14), com André Mendonça como vice-presidente.

A votação que formaliza a nova gestão será simbólica e segue o sistema de rodízio do tribunal. A data da posse ainda será definida, com previsão de anúncio até o fim de maio.

A decisão encurta o mandato de Cármen Lúcia, que poderia permanecer na presidência até 3 de junho. Segundo a ministra, a antecipação busca evitar impactos administrativos em meio ao calendário eleitoral.

“Sempre entendi que mudanças na presidência próximas às eleições podem afetar a estabilidade administrativa”, afirmou. “É importante que a nova gestão tenha tempo para formar sua equipe.”

As eleições gerais de 2026 estão marcadas para 4 de outubro, com segundo turno previsto para o dia 25. Caso a mudança ocorresse apenas em junho, o novo presidente teria pouco mais de três meses para conduzir a fase mais intensa da organização do pleito.

Com a antecipação, a nova gestão terá mais tempo para atuar na coordenação do processo eleitoral, incluindo o planejamento logístico e o alinhamento com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

A própria ministra destacou que a transição antecipada permite um processo mais “sereno e técnico”, evitando riscos ao cronograma eleitoral. “É preciso agir sem atropelos e sem afobação”, disse.

O anúncio também marca o início do compartilhamento de dados e da preparação interna da Corte para as eleições.

Com a mudança, a presidência e a vice-presidência do TSE passarão a ser ocupadas por ministros do Supremo Tribunal Federal indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além disso, a composição do tribunal deve sofrer ajustes ao longo do ano. André Mendonça encerra seu primeiro biênio em junho, mas pode ser reconduzido. Já o ministro Dias Toffoli assumirá uma das vagas destinadas ao STF na Corte eleitoral.

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