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Projeto que altera regras urbanísticas em BH é alvo de críticas

Especialistas, parlamentares e representantes da sociedade civil questionam tramitação acelerada e impactos da proposta sobre o planejamento urbano da capital.

08/04/2026 às 18h28
Por: Marina Menta
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Imagem: Divulgação / CMBH
Imagem: Divulgação / CMBH

A tramitação de um projeto de lei que propõe mudanças urbanísticas em Belo Horizonte tem gerado críticas na Câmara Municipal, com questionamentos sobre a falta de participação popular no processo e possíveis benefícios ao setor da construção civil. 

O tema foi debatido em audiência pública no Legislativo, que reuniu representantes da sociedade, especialistas e integrantes do poder público.

Durante a discussão, participantes apontaram que a proposta, relacionada à chamada Operação Urbana Simplificada, pode provocar transformações significativas em regiões centrais da cidade, sem que haja ampla escuta da população diretamente afetada. 

Também foram levantadas preocupações quanto ao ritmo de tramitação do projeto, considerado acelerado para a complexidade das mudanças previstas.

Segundo os participantes, mudanças desse porte exigem diálogo com moradores, pesquisadores e entidades da sociedade civil, para garantir que diferentes interesses sejam considerados na formulação da política urbana.

Outro ponto levantado durante o debate foi o potencial favorecimento ao setor da construção civil. Críticos afirmam que o projeto pode ampliar incentivos urbanísticos e flexibilizar regras, o que beneficiaria empreendimentos imobiliários, sem garantias claras de retorno social.

Há ainda preocupações sobre impactos como adensamento populacional, pressão sobre infraestrutura urbana e risco de deslocamento de comunidades tradicionais das áreas afetadas.

A proposta também divide opiniões entre os parlamentares. Parte dos vereadores defende mais tempo para discussão e ajustes no texto, destacando a necessidade de proteger comunidades e assegurar planejamento urbano equilibrado.

Por outro lado, há quem considere a medida necessária para enfrentar problemas como degradação da região central, baixa ocupação de imóveis e dificuldades econômicas, defendendo o avanço do projeto aliado ao diálogo institucional.

O projeto segue em tramitação na Câmara e ainda precisa passar por votações antes de uma eventual aprovação. A expectativa é de que novos debates e possíveis alterações no texto ocorram ao longo do processo legislativo.

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