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Falcão renuncia à Prefeitura de Patos de Minas e à presidência da AMM e mira disputa nas eleições de 2026

Com a saída, a vice-prefeita Sandra Gomes (PL) assume a administração municipal. Já na AMM, o posto será ocupado pelo prefeito de Iguatama, Lucas Vieira Lopes (PSB)

03/04/2026 às 09h55
Por: Cristiane Cirilo
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Redação
Redação

O prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão (Republicanos), anunciou nesta quinta-feira (2) que vai deixar o comando do Executivo municipal e também a presidência da Associação Mineira de Municípios. A oficialização ocorre após semanas de incerteza sobre seu futuro político.

A saída foi comunicada em coletiva de imprensa convocada para o início da tarde. Em publicação nas redes sociais, Falcão divulgou um vídeo de despedida, no qual agradece à população e destaca os avanços da gestão.

A renúncia ocorre dentro do prazo legal de desincompatibilização, que termina no próximo sábado (4), e abre caminho para que o agora ex-prefeito dispute as eleições deste ano - embora ainda não tenha definido qual cargo pretende concorrer.

Com a saída, a vice-prefeita Sandra Gomes (PL) assume a administração municipal. Já na AMM, o posto será ocupado pelo prefeito de Iguatama, Lucas Vieira Lopes (PSB).

Nos bastidores, a movimentação está ligada às articulações do Republicanos em Minas Gerais. A principal estratégia do partido é tentar viabilizar a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo estadual, com Falcão como possível vice. Caso esse cenário não avance, ele pode disputar uma vaga ao Senado ou à Câmara dos Deputados.

Nos últimos dias, Falcão intensificou agendas em Brasília e participou de reuniões com lideranças partidárias, incluindo o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. Segundo interlocutores, o dirigente orientou o grupo a priorizar uma chapa com protagonismo da legenda, dentro de uma estratégia alinhada ao cenário nacional.

As tratativas também envolvem possíveis alianças. O União Brasil chegou a sondar o grupo ligado a Cleitinho sobre uma composição conjunta, mas a federação com o Partido Progressista e a existência de nomes próprios na sigla dificultam o avanço das negociações.

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