
O consumo de álcool em Belo Horizonte está acima da média nacional, segundo pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais. O levantamento mostra que 22,4% da população da capital mineira consome bebida alcoólica, índice superior aos 20,8% registrados nas demais capitais brasileiras.
O estudo analisou dados do sistema Vigitel ao longo de 17 anos, com base em entrevistas com cerca de 800 mil adultos. Os resultados indicam que o consumo abusivo vem crescendo no país e que BH acompanha essa tendência com destaque para o avanço entre mulheres.
Entre o público feminino, o aumento foi significativo: na capital mineira, o índice subiu de 12,1% para 18% ao longo do período analisado. Especialistas apontam que mudanças no comportamento social, maior inserção no mercado de trabalho e estratégias de marketing voltadas às mulheres podem estar entre os fatores que explicam esse crescimento.
Já entre os homens, o consumo se manteve relativamente estável, passando de 27,1% para 27,7% em BH.
A pesquisa também mostra que o aumento do consumo não é uniforme em todas as idades. Houve crescimento principalmente entre adultos de 25 a 34 anos e de 55 a 64 anos, enquanto jovens de 18 a 24 anos apresentaram estabilidade possivelmente associada a hábitos mais saudáveis ou menor poder aquisitivo.
Outro ponto destacado é o impacto na saúde pública. O consumo de álcool está diretamente ligado a doenças crônicas, como problemas cardiovasculares e câncer, além de aumentar riscos de acidentes e violência.
Segundo os pesquisadores, o cenário atual afasta o Brasil das metas internacionais de redução do consumo até 2030. A projeção indica que, sem mudanças, os índices devem continuar elevados nos próximos anos.
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