18°C 25°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Vacina contra covid desenvolvida pela UFMG avança para fase final de testes

A fase 3 é a última etapa antes da aprovação regulatória e deve confirmar, em larga escala, a eficácia e a segurança da vacina brasileira, considerada um dos principais projetos nacionais no enfrentamento à pandemia

21/03/2026 às 10h39
Por: Cristiane Cirilo
Compartilhe:
Foto: Reprodução/TV Globo
Foto: Reprodução/TV Globo

A vacina SpiN-TEC, desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais, avançou para a terceira e última fase de testes clínicos. A nova etapa deve começar ainda em 2026 e é considerada decisiva para a liberação do imunizante no país.

O estudo será conduzido com cerca de 5,3 mil voluntários em diferentes regiões do Brasil. Como nas fases anteriores, os participantes serão acompanhados por um período de um ano, o que torna o processo mais longo e rigoroso. Caso os resultados confirmem a eficácia e a segurança, a expectativa é que a vacina possa ser disponibilizada à população a partir de 2028, após aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Desenvolvida no Centro de Tecnologia de Vacinas da universidade, a SpiN-TEC apresentou resultados promissores na fase 2 dos testes clínicos, concluída recentemente. Os dados indicam melhor desempenho contra diferentes variantes da covid-19 em comparação a imunizantes já disponíveis, o que reforça seu potencial como dose de reforço.

Outro diferencial apontado pelos pesquisadores é o custo de produção, que tende a ser mais baixo, além da possibilidade de fabricação no próprio país, utilizando infraestrutura já existente em instituições públicas e privadas.

A vacina também apresenta vantagens logísticas. Diferentemente de outros imunizantes que exigem armazenamento em temperaturas muito baixas, a SpiN-TEC pode ser conservada em condições mais simples e mantém sua estabilidade por até duas semanas em temperatura ambiente.

Do ponto de vista científico, o imunizante aposta em uma estratégia diferente: além de estimular a produção de anticorpos, atua na chamada imunidade celular, ampliando a capacidade do organismo de combater o vírus.

A fase 3 é a última etapa antes da aprovação regulatória e deve confirmar, em larga escala, a eficácia e a segurança da vacina brasileira, considerada um dos principais projetos nacionais no enfrentamento à pandemia.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.