
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprova, nesta segunda-feira (4), o registro do medicamento Beyonttra (cloridrato de acoramidis), indicado para o tratamento de pacientes com cardiomiopatia amiloide associada à transtirretina.
De acordo com a Anvisa, o produto é destinado a pacientes com a forma selvagem ou hereditária da doença, considerada rara, progressiva e potencialmente fatal.
A condição é causada pelo acúmulo anormal da proteína transtirretina no músculo cardíaco. Produzida no fígado, a substância se deposita no miocárdio em forma de fibrilas amiloides, provocando rigidez do tecido e comprometimento da função cardíaca, o que pode evoluir para insuficiência cardíaca.
O medicamento atua na estabilização da proteína transtirretina, reduzindo sua degradação e, consequentemente, o acúmulo no coração. Segundo dados de estudo clínico de fase 3, o Beyonttra apresenta maior eficácia em comparação ao placebo no desfecho primário analisado.
Ainda de acordo com os resultados, pacientes tratados com o medicamento têm 77,2% mais chance de obter benefício clínico em relação aos que recebem placebo.
A Associação Brasileira de Cardiologia estima que a doença afeta cerca de 55,2 pessoas a cada 100 mil indivíduos com mais de 65 anos. No Brasil, aproximadamente 12.942 pessoas convivem com a condição.
Os casos são mais frequentes em homens acima dos 60 anos, que tendem a apresentar internações recorrentes por insuficiência cardíaca, perda progressiva da capacidade física e redução da qualidade de vida.
A aprovação do medicamento amplia as opções terapêuticas disponíveis para o tratamento da doença no país.
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