
Com a circulação antecipada do vírus da gripe em 2026, o Governo Federal intensificou o alerta para a vacinação contra a influenza, especialmente entre crianças, gestantes e idosos. A medida busca ampliar a proteção antes do inverno, período em que há maior transmissão de doenças respiratórias.
Dados recentes apontam o registro de 5,5 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) associados à influenza, além de 352 mortes no país. Apesar do início mais precoce da circulação viral, há sinais de desaceleração em alguns estados, como Goiás, São Paulo e Distrito Federal. Ainda assim, a maioria das unidades da federação segue com tendência de crescimento.
A campanha nacional de vacinação começou no fim de março e segue até 30 de maio nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Até o momento, mais de 17 milhões de doses foram distribuídas, com cerca de 11,6 milhões aplicadas nos públicos prioritários.
A vacina é considerada a principal estratégia de prevenção contra complicações da doença e pode ser administrada junto a outros imunizantes do calendário nacional. A atualização anual da dose é necessária devido às mutações do vírus.
Além da influenza, o Sistema Único de Saúde (SUS) também disponibiliza imunização contra o vírus sincicial respiratório (VSR) para gestantes a partir da 28ª semana de gestação, como forma de proteger os bebês nos primeiros meses de vida.
Especialistas destacam que a vacinação pode reduzir significativamente o número de internações, com maior eficácia entre crianças, reforçando a importância da adesão à campanha.
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