
A Prefeitura de Belo Horizonte assinou, nesta terça-feira (5), um contrato com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para estruturar a próxima concessão do transporte coletivo por ônibus na capital. O objetivo é definir um novo modelo para o sistema antes do término dos contratos atuais, previsto para 2028.
A iniciativa integra o eixo Mobilidade Futura do projeto municipal voltado à requalificação do transporte público. O trabalho será conduzido em parceria com a equipe técnica do BNDES e inclui análises técnicas, econômicas e jurídicas que vão embasar o processo de concessão. Os custos do estudo serão assumidos pela empresa vencedora da futura licitação.
O cronograma está dividido em três etapas: diagnóstico do sistema atual, desenvolvimento da modelagem e estruturação do edital. A proposta é redesenhar o funcionamento do transporte, com foco em eficiência, qualidade do serviço e sustentabilidade.
Atualmente, cerca de 950 mil passageiros utilizam diariamente o sistema, que conta com aproximadamente 3 mil veículos em circulação. Entre os desafios apontados estão a queda na demanda, a necessidade de subsídios e a sobreposição entre linhas municipais e metropolitanas.
Entre as mudanças em estudo estão a reorganização das linhas, implantação de corredores exclusivos, ampliação do BRT e modernização da bilhetagem eletrônica, com uso de tecnologias que permitam maior transparência e informações em tempo real.
O projeto também prevê integração entre os sistemas municipal e metropolitano, além de estudos de demanda com base em dados atualizados e pesquisas com usuários.
Na área ambiental, a proposta inclui a transição gradual para uma frota menos poluente, com avaliação da adoção de ônibus elétricos e da infraestrutura necessária para operação.
Outro eixo será a definição do modelo econômico-financeiro, com análise de tarifas, subsídios, fontes de receita e possibilidades de exploração comercial de estruturas como terminais.
Ao final, serão elaborados os documentos que vão nortear a licitação, incluindo regras contratuais, indicadores de desempenho, divisão de riscos e diretrizes de acessibilidade para ampliar o atendimento a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.
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