
A Justiça de Minas Gerais determinou, na sexta-feira (20), a suspensão imediata da greve dos servidores da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais, iniciada na última terça-feira (17). A decisão liminar prevê multa diária de R$ 50 mil em caso de descumprimento, com limite de até R$ 1 milhão.
A medida atende a um pedido do governo estadual e foi proferida pelo desembargador Carlos Levenhagen, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Na decisão, o magistrado destacou que a paralisação afeta um serviço essencial e pode gerar prejuízos diretos à população, com risco ao funcionamento da rede pública de saúde.
Segundo o tribunal, há indícios de irregularidades na deflagração do movimento, como a ausência de comprovação de quórum mínimo em assembleia e o possível descumprimento de exigências legais. Outro ponto considerado foi a continuidade das negociações entre a categoria e o poder público, o que, na avaliação da Justiça, enfraquece a justificativa para a greve.
Antes da decisão, a Fhemig já havia informado impactos no atendimento, com o adiamento de cerca de 60 cirurgias eletivas. As unidades mais afetadas foram o Hospital João XXIII e o Complexo de Especialidades, que inclui os hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti, em Belo Horizonte.
De acordo com a fundação, os atendimentos de urgência e emergência foram mantidos, enquanto os principais reflexos da paralisação ocorreram em procedimentos programados.
O movimento é liderado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Rede Fhemig, que defende melhorias nas condições de trabalho, revisão do reajuste salarial e mudanças na gestão da rede hospitalar. Mesmo após a decisão judicial, a categoria indicou a manutenção da mobilização com escala mínima de atendimento.
O sindicato afirma que não houve interrupção dos serviços essenciais e contesta a avaliação de prejuízo generalizado à população. Até o momento, não há confirmação sobre o cumprimento integral da decisão.
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