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Projeto que exige autorização dos pais para atividades de gênero nas escolas avança em BH

A proposta foi aprovada com apoio de parte dos integrantes da comissão, mas também gerou divergências

19/03/2026 às 10h59 Atualizada em 19/03/2026 às 11h18
Por: Cristiane Cirilo
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Tatiana Franciscana | CMBH
Tatiana Franciscana | CMBH

Um projeto de lei que trata da participação de estudantes em atividades pedagógicas sobre gênero avançou na tramitação na Câmara Municipal de Belo Horizonte. O texto recebeu parecer favorável em 1º turno na Comissão de Educação na quarta-feira (18) e seguirá para análise em outro colegiado antes de ir ao plenário.

De autoria da vereadora Flávia Borja, o PL 439/2025 prevê que escolas públicas e privadas da capital informem previamente aos pais ou responsáveis sobre a realização de atividades que abordem temas como identidade de gênero, orientação sexual e diversidade.

Pela proposta, a participação dos alunos nessas atividades dependerá de autorização formal. Os responsáveis deverão se manifestar por escrito, indicando se concordam ou não com o envolvimento dos filhos.

Relator do projeto na comissão, o vereador Irlan Melo avaliou que a medida pode ampliar a transparência no ambiente escolar e fortalecer a participação das famílias no processo educacional.

No parecer, ele aponta que a proposta tende a reduzir conflitos entre escolas e responsáveis, além de tornar mais claro quais conteúdos estão sendo trabalhados com os alunos.

A autora do projeto defende que a iniciativa busca garantir o direito dos pais de acompanhar decisões relacionadas à formação dos filhos, especialmente em temas considerados sensíveis.

A proposta foi aprovada com apoio de parte dos integrantes da comissão, mas também gerou divergências. A vereadora Professora Nara votou contra o parecer e argumentou que o ambiente escolar deve contemplar discussões sobre temas presentes na sociedade.

Durante a reunião, ela defendeu que o papel da escola inclui a abordagem de diferentes realidades e contextos sociais, como forma de contribuir para a formação dos estudantes.

Com o aval da Comissão de Educação, o projeto segue agora para análise da Comissão de Administração Pública e Segurança Pública. Depois dessa etapa, o texto ainda precisará ser apreciado em plenário, onde será votado em 1º turno.

Para ser aprovado, o projeto precisa do voto favorável da maioria dos vereadores presentes na sessão.

Caso avance nas próximas fases, a proposta poderá estabelecer novas regras para a comunicação entre escolas e famílias sobre atividades pedagógicas relacionadas a temas de gênero na capital mineira.

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