
A frota de ônibus do transporte coletivo de Belo Horizonte continua sendo a mais nova entre as capitais brasileiras. Somente neste ano, 54 novos veículos começaram a circular pelas ruas da cidade. A previsão é que outros 22 ônibus entrem em operação até o fim de março, totalizando 76 novos coletivos incorporados ao sistema em 2026.
Com a renovação, a capital mineira mantém idade média da frota de 4 anos e 11 meses, abaixo da média nacional, que é de 6 anos e 5 meses, segundo dados da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP) e do anuário da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) 2023-2024.
Desde 2023, 1.410 novos ônibus foram incorporados ao sistema convencional da cidade, o que representa a renovação de mais da metade da frota atual, formada por 2.731 veículos.
Os novos coletivos contam com ar-condicionado, suspensão a ar e elevadores de acessibilidade, equipamentos que buscam oferecer mais conforto aos passageiros e facilitar o embarque de pessoas com mobilidade reduzida.
Os veículos também seguem o padrão ambiental Euro 6, tecnologia que reduz em até 80% a emissão de gases poluentes, de acordo com a prefeitura.
A renovação da frota faz parte de ações conduzidas pela Superintendência de Mobilidade do Município de Belo Horizonte (Sumob), responsável pela gestão do transporte público na capital.
A melhoria do sistema também foi prevista na Lei Municipal 11.458/2023, que instituiu um novo modelo de remuneração para as empresas que operam o transporte coletivo. A legislação permite que o poder público complemente a tarifa paga pelos usuários, que antes era custeada apenas pelos passageiros.
Para receber esse repasse, as concessionárias precisam cumprir exigências como manutenção e limpeza dos veículos, funcionamento do ar-condicionado, pontualidade nas linhas e respeito ao limite de passageiros.
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