
Moradores do condomínio Ville Tunísia, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, travam uma disputa judicial para destituir a síndica responsável pela administração do prédio desde fevereiro de 2025.
Segundo moradores, a administradora Andreia Santos Pereira Teles é suspeita de irregularidades na gestão, incluindo suposto desvio de valores e falta de prestação de contas. A síndica chegou a ser destituída do cargo após assembleia realizada no fim de 2025, mas conseguiu uma liminar na Justiça que a reconduziu à função nesta semana.
Em nota, Andreia informou que as questões relacionadas ao processo estão sendo tratadas judicialmente e que prefere não comentar o caso até a conclusão da ação.
De acordo com relatos de moradores, as desconfianças começaram poucos meses após o início da gestão. Um dos pontos citados foi o aumento da taxa condominial, que teria passado de cerca de R$ 478 para mais de R$ 600, sem explicação detalhada.
Condôminos afirmam que solicitaram documentos como extratos bancários, balancetes e demonstrativos financeiros, mas dizem que não receberam as informações completas. Também há relatos de contas pagas com atraso, o que teria gerado multas e juros para o condomínio.
Outra reclamação envolve notas fiscais de manutenções que, segundo moradores, não teriam sido realizadas. Há ainda questionamentos sobre serviços registrados dentro de apartamentos, embora, segundo os moradores, reparos internos sejam de responsabilidade dos próprios condôminos.
Diante da insatisfação, moradores organizaram uma assembleia para discutir a destituição da síndica. O encontro ocorreu no fim do ano passado e resultou na escolha de um novo administrador, que assumiu o cargo em janeiro.
No entanto, uma decisão liminar da Justiça anulou a assembleia extraordinária e determinou o retorno da síndica à administração do condomínio.
A defesa de Andreia argumentou no processo que, ao assumir a gestão, precisou lidar com problemas herdados, como débitos de contas de água, denúncias ao Corpo de Bombeiros e questões relacionadas à administradora anterior.
O condomínio informou que entrou com recurso contra a decisão judicial.
A síndica também administra o condomínio Ville Vitória, localizado em Vespasiano. No local, uma criança de 10 anos morreu em fevereiro após a queda de um pergolado de madeira em um playground.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais, que continua ouvindo testemunhas para apurar as circunstâncias do acidente. Outras quatro crianças ficaram feridas.
Moradores e ex-moradores do condomínio relataram problemas administrativos no local, incluindo dificuldades na prestação de contas e falhas em equipamentos como elevadores e sistema de portaria.
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