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Tecnologia natural promete reduzir casos de dengue e zika em Brumadinho

Mosquitos “wolbitos” são produzidos em biofábrica financiada pelo Acordo de Reparação de Brumadinho

04/03/2026 às 12h24
Por: Suylan Rikelme
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Divulgação: Agência Minas
Divulgação: Agência Minas

O Governo de Minas Gerais começou a soltar em Brumadinho mosquitos Aedes aegypti infectados com a bactéria Wolbachia, em uma iniciativa pioneira para reduzir a propagação da dengue, zika e chikungunya na região da Bacia do Paraopeba.

A ação é conduzida pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) em parceria com o World Mosquito Program (WMP Brasil), a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a prefeitura local. A meta é expandir gradualmente a iniciativa para até 21 municípios da região.

 

Divulgação: Agência Minas

 

Como funciona a estratégia?
O método Wolbachia utiliza mosquitos portadores da bactéria natural Wolbachia, que diminui a capacidade do Aedes aegypti de transmitir os vírus causadores das doenças. Pesquisas anteriores já apontaram resultados promissores em outras cidades do país.

Os insetos com a bactéria, conhecidos como “wolbitos”, são produzidos em uma biofábrica em Belo Horizonte, criada com recursos do Acordo de Reparação de Brumadinho, firmado entre o Governo de Minas, órgãos do Ministério Público, Defensoria Pública e a mineradora Vale. O acordo também já financiou obras e investimentos em saúde na região.

Quais são os benefícios para a saúde pública
Segundo o secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, a iniciativa representa um avanço importante no controle das arboviroses, podendo reduzir de forma significativa os casos de dengue, zika e chikungunya em Minas Gerais.

Antes da liberação dos mosquitos, houve um trabalho de conscientização da população local, incluindo pesquisa sobre aceitação da tecnologia. Também está programada uma exposição educativa em Brumadinho até a primeira quinzena de abril, que vai explicar a metodologia Wolbachia e seu papel na prevenção de doenças.

Autoridades reforçam que a técnica é natural, baseada em evidências científicas, sem envolver modificação genética, e não representa risco para a saúde humana, animais ou o meio ambiente.

O projeto faz parte do plano de reparação socioambiental do rompimento da barragem em 2019, reforçando o compromisso das instituições com ações sustentáveis e melhoria da qualidade de vida na Bacia do Paraopeba.

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