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Lula cobra Zema por obras não executadas com recursos do Novo PAC em Minas

Presidente afirma que estado não apresentou projetos para usar verba federal destinada a contenção de encostas e drenagem em áreas de risco

27/02/2026 às 20h00
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou publicamente, nesta sexta-feira (27), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por não utilizar recursos do Novo PAC em obras de contenção de encostas e macrodrenagem no estado. A declaração foi feita durante a 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, em meio à comoção provocada pelos temporais que atingiram a Zona da Mata mineira.

Segundo Lula, Minas Gerais teve acesso a cerca de R$ 3,5 bilhões do Novo PAC destinados especificamente a esse tipo de intervenção, mas não apresentou projetos técnicos para viabilizar o uso dos recursos. A informação foi confirmada pelo ministro das Cidades, Jader Filho, durante o evento.

Em diálogo público com o ministro, o presidente questionou quais medidas o governo estadual deveria ter adotado para acessar os recursos. Jader respondeu que seriam necessários projetos técnicos, documentação, licitação e contratação das obras. Ao ser perguntado quantos projetos haviam sido apresentados, afirmou: “Até agora, nenhum”. Lula então classificou a situação como resultado de um “descaso histórico” com a população mais vulnerável.

A Zona da Mata está vivendo uma crise humanitária após fortes chuvas que provocaram deslizamentos, desabamentos e dezenas de mortes. Equipes do Corpo de Bombeiros seguem em buscas por desaparecidos em municípios como Juiz de Fora e Ubá, enquanto o número de vítimas fatais segue em atualização.

Lula tem visita prevista à região neste sábado (28), quando deve sobrevoar as áreas atingidas e se reunir com lideranças locais dos municípios mais impactados, incluindo Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa. A agenda inclui encontro na sede da prefeitura de Juiz de Fora para tratar de ações emergenciais e reconstrução.

Além das críticas administrativas, o presidente também fez referências políticas durante o discurso, defendendo que a população avalie o histórico e as ações concretas de gestores públicos ao decidir seu voto, em uma fala que associou responsabilidade governamental à proteção de direitos sociais e políticas públicas.

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