
O Brasil registrou uma forte redução no número de estudantes matriculados na educação básica entre 2024 e 2025. De acordo com o Censo Escolar 2025, divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação, o país contabilizou a maior queda de matrículas em quase duas décadas.
O levantamento mostra que o total de alunos na educação básica, que inclui educação infantil, ensino fundamental e médio caiu de 47.088.922 em 2024 para 46.018.380 em 2025, uma retração de 2,3%, equivalente a 1 milhão de estudantes a menos.
O ensino médio registrou a maior diminuição, com queda de 5,4%, mais acentuada nas escolas públicas (‑6,3%). A educação infantil também sofreu recuo, passando de 9,5 milhões para 9,3 milhões de alunos, a primeira redução nesse nível desde a pandemia.
O ensino fundamental apresentou queda mais leve, de cerca de 0,75%, com o número de matrículas caindo de 26 milhões para 25,8 milhões.
Especialistas apontam que a diminuição de alunos reflete mudanças demográficas e ajustes no sistema educacional, incluindo a redução da população em idade escolar.
Apesar do recuo, houve avanços: o número de estudantes em tempo integral aumentou, e as matrículas em educação profissional no ensino médio também cresceram, sinalizando maior busca por formação completa.
A redução de matrículas não significa necessariamente menor acesso à educação, mas aponta para mudanças populacionais, ajustes nos registros e maior eficiência no fluxo escolar. Ainda assim, a queda no ensino médio e infantil alerta gestores e formuladores de políticas públicas para possíveis desafios futuros.
O Censo Escolar 2025 abrange mais de 178 mil escolas públicas e privadas em todo o país, oferecendo um panorama detalhado da educação básica brasileira.
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