
A Câmara Municipal de Belo Horizonte vai promover, no dia 23 de fevereiro, um debate sobre a aplicação da economia circular na gestão de resíduos da indústria da moda. O evento reúne especialistas, representantes do setor têxtil e entidades ligadas à reciclagem e sustentabilidade.
A ação é organizada pela Comissão Especial de Estudo Gastronomia, Moda e Turismo, a pedido da vereadora Fernanda Pereira Altoé (Novo), com o objetivo de buscar soluções para o grande volume de resíduos gerado pela cadeia da moda na cidade.
Estima-se que o Brasil produza cerca de 170 mil toneladas de resíduos têxteis por ano, mas apenas uma pequena parte é reciclada corretamente. Cerca de 80% desses resíduos acabam descartados de forma inadequada, causando impactos ambientais e econômicos.
Além disso, a indústria da moda é conhecida pelo uso intensivo de água, energia e produtos químicos, reforçando a necessidade de práticas mais sustentáveis em toda a cadeia produtiva.
O encontro contará com representantes da Fiemg, sindicatos da indústria de vestuário e malharias, Sebrae, Fecomércio-MG, associações de brechós e cooperativas de catadores.
O objetivo é criar um espaço de diálogo entre poder público, setor produtivo e sociedade civil para discutir estratégias práticas, políticas públicas e iniciativas que reduzam o impacto dos resíduos e incentivem modelos de produção circulares.
A economia circular propõe que os resíduos da indústria da moda não sejam descartados, mas reintegrados ao ciclo produtivo por meio de reciclagem, reaproveitamento e design consciente. Essa abordagem diminui o consumo de recursos naturais e reduz os impactos ambientais da produção tradicional.
Os organizadores esperam que o debate incentive práticas sustentáveis, fomente inovação no setor e fortaleça Belo Horizonte como referência em economia e meio ambiente.
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