19°C 26°C
Belo Horizonte, MG
Publicidade

Chocolate dispara quase 25% e pressiona bolso do consumidor antes da Páscoa

nflação do chocolate em barra e bombom, impulsionada pela alta histórica do cacau, supera em quase seis vezes a inflação geral e desafia consumidores na principal data do ano para o setor.

23/02/2026 às 14h33
Por: Marina Menta
Compartilhe:
Imagem: Reprodução / Banco de Imagem
Imagem: Reprodução / Banco de Imagem

Os preços do chocolate em barra e dos bombons no Brasil acumularam alta de 24,77% nos 12 meses até janeiro de 2026, muito acima dos 4,44% de inflação geral medida pelo IPCA no mesmo período, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A elevação, às vésperas da Páscoa, em 5 de abril, reflete os efeitos defasados da disparada nos preços internacionais do cacau e pressiona o orçamento das famílias.

Especialistas apontam que o principal fator por trás desse aumento é a elevação abrupta do preço do cacau no mercado internacional, principal matéria-prima dos produtos de chocolate. A cotação da tonelada do cacau chegou a atingir níveis recordes nos últimos anos, refletindo dificuldades de oferta e quebras de safra em países produtores. Embora as cotações tenham recuado em parte, o efeito acumulado e a transmissão desse custo ao consumidor continuam fortes.

A alta de quase 25% no preço do chocolate não está isolada, dos 377 subitens que compõem a cesta geral do IPCA, apenas cinco registraram inflação maior do que a observada para chocolate em barra e bombom. Entre eles estão transporte por aplicativo, café solúvel e energia elétrica residencial.

O cenário de preços elevados pode impactar o comportamento de compra do consumidor à medida que a Páscoa se aproxima. A expectativa de preços altos somada a um contexto econômico de renda ainda apertada tem levado especialistas a recomendar pesquisa de preços antecipada como forma de minimizar os impactos no orçamento familiar.

Apesar da pressão inflacionária, representantes da indústria de chocolates sobem o tom sobre a resiliência do setor. A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) afirma que acompanha diariamente as oscilações do mercado e mantém estoques reguladores para enfrentar flutuações. Também destaca que estratégias de promoção, distribuição e canais de venda são analisadas para equilibrar custos e oferta ao consumidor.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.