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Peixes ficam até 31% mais caros em BH com início da Quaresma

Levantamento aponta alta expressiva em produtos populares, como sardinha e surubim, e variação de preços entre lojas que pode ultrapassar 238%

18/02/2026 às 19h37
Por: Cristiane Cirilo
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Foto: Leonardo Barreto/ g1
Foto: Leonardo Barreto/ g1

Com a chegada da Quaresma, período tradicional de aumento no consumo de pescados, o consumidor de Belo Horizonte e da Região Metropolitana de Belo Horizonte enfrenta um cenário de preços mais elevados. O levantamento realizado pelo site Mercado Mineiro em parceria com o aplicativo comOferta, entre os dias 10 e 13 de fevereiro, mostra aumentos significativos no valor médio de diversos tipos de peixes e frutos do mar em relação ao mesmo período do ano passado.

A pesquisa comparou os preços praticados em março de 2025 e fevereiro de 2026 e identificou que a maior alta foi registrada na sardinha (kg), que passou de R$ 16,83 para R$ 22,16, aumento de 31,67%. O surubim em posta também apresentou forte valorização, com alta de 20,51%, saindo de R$ 41,82 para R$ 50,40. Já o filé de surubim subiu 10,40%, o cascudo teve aumento de 9,56% e o bacalhau Saithe registrou alta de 6,67%. O bacalhau Cod apresentou variação mais moderada, de 1,47%.

Em sentido contrário, alguns produtos tiveram queda nos preços, como a tainha (kg), com redução de 6,85%, e o camarão Sete Barbas G, que ficou 5,03% mais barato, aparecendo como alternativas para quem busca economia no período.
Além da alta média, a pesquisa revelou um dado que exige atenção redobrada do consumidor: a grande variação de preços entre os estabelecimentos. Em alguns casos, o mesmo produto pode custar mais que o triplo dependendo do local de compra. O bacalhau Saithe apresentou a maior oscilação, com diferença de 238,68%, variando de R$ 49,90 a R$ 169. O bacalhau Porto Imperial também chamou atenção, com preços entre R$ 99,00 e R$ 329,90, variação de 233,23%.

Outros produtos também apresentaram fortes discrepâncias, como o surubim em posta, o filé de tilápia, o cascudo, o salmão e o camarão Sete Barbas, todos com variações superiores a 130% entre o menor e o maior valor encontrado.
Para o diretor do Mercado Mineiro, Feliciano Abreu, a orientação é que o consumidor pesquise e observe a qualidade do produto antes da compra. “É muito importante ir presencialmente aos estabelecimentos para verificar a qualidade dos pescados. Essas diferenças podem justificar variações de preço, e o consumidor deve ter cuidado para não comprar ‘gato por lebre’. A recomendação é tentar evitar os peixes que tiveram altas maiores e optar por opções mais baratas”, explica.

A pesquisa completa está disponível no site do Mercado Mineiro, e as ofertas atualizadas de peixes, bacalhau e camarão podem ser consultadas pelo aplicativo comOferta, que reúne promoções em diferentes estabelecimentos da capital e da região metropolitana.

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