
A Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais) informou, nesta quinta-feira (12), que Hamilton Amadeo renunciou ao cargo de presidente do conselho de administração da empresa. A decisão ocorreu após reportagem divulgada pelo UOL revelar que o executivo relatou ao Ministério Público Federal (MPF), em acordo de delação premiada, ter autorizado o pagamento de propina a políticos para garantir contratos de concessão da Aegea, companhia que presidiu entre 2011 e 2020.
Segundo a reportagem, o depoimento foi prestado no âmbito de um acordo de leniência firmado pela Aegea em abril de 2021, no qual foram relatados fatos anteriores a 2018, apurados por investigações internas e independentes e compartilhados com o MPF.
Em nota, a Copasa informou que o processo de sucessão na presidência do conselho “seguirá rigorosamente os ritos estabelecidos no estatuto social e nas normas de governança vigentes, garantindo a estabilidade e a continuidade da gestão”, destacando que a empresa passa atualmente por um processo de privatização por meio de oferta na Bolsa.
A companhia também afirmou que os fatos divulgados pela imprensa “referem-se estritamente à trajetória profissional anterior do executivo, sem qualquer vínculo com sua atuação na Copasa ou com a integridade das operações da instituição”.
Procurado, Hamilton Amadeo não se manifestou. Já a Aegea declarou, em nota, que o acordo de leniência “trata de fatos anteriores a 2018, com impactos financeiros já refletidos nas demonstrações financeiras desde 2021”, e que o acordo “não gera efeitos para a companhia ou suas concessionárias”.
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