
A CPI do Crime Organizado volta a se reunir após o Carnaval e deve votar, no dia 25 de fevereiro, uma série de requerimentos que ampliam o escopo das investigações envolvendo o Banco Master. Entre os principais pontos da pauta estão o pedido de convocação do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e convites ao também ministro do STF Alexandre de Moraes, além de requerimentos relacionados a familiares e ex-dirigentes da instituição financeira.
Os pedidos foram incluídos na próxima reunião deliberativa da comissão, presidida pelo senador Fabiano Contarato, com relatoria de Alessandro Vieira. Segundo os requerimentos, o objetivo é aprofundar a apuração sobre possíveis conexões entre operações financeiras, estruturas empresariais e mecanismos de ocultação de recursos ilícitos ligados ao sistema financeiro formal.
No caso de Toffoli, os autores dos pedidos citam a necessidade de esclarecimentos sobre participação societária em empresa que negociou ativos vinculados ao Tayayá Resort, no Paraná, além de referências a investigações da Polícia Federal e reportagens jornalísticas que apontam possíveis irregularidades no local, incluindo a prática de jogos de azar. O ministro deixou recentemente a relatoria de inquérito no STF que apurava fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.
A pauta também inclui convites ao ministro Alexandre de Moraes e à sua esposa, Viviane Barci de Moraes, advogada que, segundo os requerimentos, manteve contrato de prestação de serviços com o Banco Master. Parlamentares afirmam que os vínculos profissionais e institucionais precisam ser esclarecidos no contexto das investigações da CPI.
Além disso, a comissão deve analisar convocações de ex-executivos, sócios e dirigentes do banco, pedidos de envio de relatórios de inteligência financeira, transferência de sigilos bancário e fiscal, além de solicitações de informações a órgãos como Banco Central, Coaf e Anac. Também estão previstos requerimentos para ouvir autoridades da área de segurança pública e integrantes do Ministério Público.
A reunião inclui ainda a oitiva do ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias, investigado por suposta atuação em esquemas ligados a facções criminosas. Segundo o relator, o depoimento é considerado estratégico para compreender a infiltração do crime organizado em estruturas do poder público e no sistema financeiro.
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