
Um dia após a ofensiva militar dos Estados Unidos em território venezuelano, o presidente Donald Trump afirmou ver com bons olhos a possibilidade de uma operação militar contra a Colômbia. A declaração foi feita na noite de domingo (4), durante conversa com jornalistas a bordo do Air Force One, e ampliou o clima de instabilidade diplomática na região.
Ao comentar a situação colombiana, Trump fez críticas diretas ao presidente Gustavo Petro, a quem acusou de permitir a produção e o envio de cocaína aos Estados Unidos. Questionado sobre a possibilidade de uma ação militar norte-americana contra o país vizinho, o republicano respondeu que a ideia lhe parecia adequada, sem detalhar eventuais planos ou prazos.
As declarações ocorreram poucas horas depois da captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, detido em Caracas durante uma operação conduzida por forças especiais dos EUA. Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram levados para Nova York, onde devem responder a processos relacionados ao tráfico internacional de drogas.
Ainda no domingo, o presidente colombiano reagiu à ação contra a Venezuela e classificou a detenção de Maduro como um sequestro. Em publicação na rede social X, Petro afirmou que não haveria base legal para uma intervenção estrangeira contra a soberania venezuelana e criticou a atuação militar dos Estados Unidos no Caribe e na América do Sul sob o argumento de combate ao narcotráfico.
Trump também comentou o cenário em Cuba, afirmando que uma intervenção militar no país não seria necessária, pois, segundo ele, o regime cubano estaria próximo de um colapso interno. A fala ocorreu no mesmo dia em que o governo cubano informou a morte de 32 cidadãos durante a operação norte-americana na Venezuela.
Em resposta, Havana anunciou dois dias de luto oficial, marcados para 5 e 6 de janeiro, em homenagem às vítimas. O governo cubano informou ainda que detalhes sobre as cerimônias fúnebres serão divulgados posteriormente. As declarações de Trump e as reações de líderes latino-americanos indicam um cenário de crescente tensão política e diplomática no continente, com possíveis desdobramentos nas próximas semanas.
Mín. 18° Máx. 26°