A Copasa afirmou neste sábado (30) que a Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, já apresenta condições para navegação e prática de esportes náuticos. A avaliação foi feita por Tiago Miranda, gestor de empreendimento estratégico da companhia, durante o lançamento de dois editais voltados ao monitoramento da qualidade da água e da infraestrutura de esgotamento sanitário da bacia. O evento contou com a presença de representantes do Governo de Minas.
Segundo Miranda, análises recentes indicam que 86% das amostras coletadas apresentaram qualidade considerada aceitável, boa ou ótima. Ele destacou ainda que a Prefeitura de Belo Horizonte estuda um projeto para viabilizar o uso recreativo da lagoa, dependendo apenas da regularização municipal.
De acordo com a Copasa, desde 2002 foram aplicados cerca de R$ 760 milhões em obras de saneamento na região, incluindo iniciativas do programa Reviva Pampulha. Apenas em 2023, o programa recebeu aproximadamente R$ 75 milhões, sendo R$ 15 milhões destinados a ações de despoluição ao longo deste ano. Os investimentos contribuíram para alcançar mais de 99% de cobertura de esgoto na bacia, com quase 5 mil ligações regularizadas.
Os editais lançados neste sábado somam R$ 21 milhões. Deste total, R$ 16 milhões serão aplicados na instalação de 20 pontos de monitoramento com sondas capazes de avaliar a qualidade da água em tempo real. O restante dos recursos será voltado ao acompanhamento de poços de visita, tubulações e estruturas de coleta, com foco na prevenção de entupimentos e extravasamentos na rede.
A bacia da Pampulha possui cerca de 1.200 quilômetros de tubulação de esgoto. Segundo a companhia, o novo sistema de monitoramento busca garantir maior eficiência no controle ambiental e preservar os avanços obtidos no processo de recuperação da lagoa.
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