Servidoras da Rede Municipal de Educação de Belo Horizonte denunciaram à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nessa quinta-feira (27), casos de assédio cometidos por um professor de Educação Física de uma escola da rede municipal da capital. De acordo com as vítimas, a situação ocorre há mais de um ano.
O nome da escola divulgado foi “Escola Municipal Padre Henrique Brandão”.
Uma das vítimas relata que já realizava acompanhamento psiquiátrico e psicológico pela MGS, empresa responsável pela gestão de serviços na instituição. No entanto, foi apenas na última quarta-feira (26) que conseguiu relatar à sua psiquiatra sobre os episódios de importunação sexual sofridos no ambiente de trabalho. A psiquiatra, diante da gravidade da situação, a encaminhou a uma assistente social para que pudesse detalhar os acontecimentos.
“Eu não conseguia falar, eu estava em sofrimento, mesmo fazendo acompanhamento. Até que eu consegui contar para a psiquiatra o que estava acontecendo. Ela aumentou a minha medicação. Eu tomava de três a cinco remédios. Aumentou para oito a minha medicação”, revelou a vítima.
Denúncia e condução do suspeito à Delegacia
Na quinta-feira (27), a servidora compareceu à escola para entregar uma documentação à direção, momento em que se deparou com o professor de Educação Física na sala dos professores. "Eu vi ele e comecei a chorar", contou. Diante do estado emocional da funcionária, a direção questionou o ocorrido e outras duas funcionárias relataram também terem sido vítimas do mesmo professor.
Com a confirmação de múltiplas denúncias, a direção acionou a Polícia Militar, que compareceu à unidade escolar e conduziu o suspeito à Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher. Além da auxiliar de apoio ao educando, outra servidora também prestou depoimento. Uma terceira vítima optou por não depor no momento, pois está grávida.
Medidas de proteção e investigação
A PCMG informou que as vítimas requereram medidas protetivas contra o professor e que a Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual em Belo Horizonte seguirá com as investigações sobre as denúncias de importunação sexual.
Apesar das denúncias, o professor não foi afastado imediatamente e compareceu à escola na sexta-feira (28). A vítima relatou que, após o ocorrido, a MGS recomendou que ela permanecesse em casa e se afastasse do trabalho temporariamente.
A Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte e a MGS ainda não se manifestaram sobre o caso.
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