O proprietário dos dois cães da raça Rottweiler que atacaram e causaram a morte do garoto Guilherme Gabriel Couto, de 12 anos, em Itabira, na região Central de Minas Gerais, passou a ser investigado por homicídio culposo. A confirmação da morte cerebral de Guilherme aconteceu no último domingo (16), no Hospital João XXIII, em Belo Horizonte. A Polícia Civil informou nesta segunda-feira (17) que, com a morte do garoto, a investigação inicial por omissão de cautela na guarda ou condução de animais será ampliada para incluir o crime de homicídio culposo.
O ataque ocorreu na última quarta-feira (12), quando Guilherme estava brincando com outras crianças em um terreno baldio no bairro onde morava. Os cães escaparam da residência dos tutores por um buraco nas cercanias do quintal e, ao se depararem com as crianças, atacaram violentamente Guilherme, causando ferimentos graves nas pernas, costelas, braços e um corte profundo no pescoço. Durante o ataque, o garoto foi arrastado por um dos cães.
Populares que estavam nas proximidades, incluindo o tio da vítima, interveio e conseguiu afastar os cães, e Guilherme foi socorrido pelo SAMU e levado ao Pronto-Socorro Municipal de Itabira (PSMI). Devido à gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para o Hospital João XXIII, em Belo Horizonte, onde não resistiu aos danos causados pelo ataque.
O tutor dos cães foi levado à delegacia no dia do ataque, onde prestou depoimento e foi autuado inicialmente por omissão de cautela na guarda ou condução dos animais, mas foi liberado em seguida. De acordo com o boletim de ocorrência, o proprietário dos cães foi informado sobre o incidente com vizinhos e teria se aproximado do local, mas foi ameaçado pelos populares.
Após a morte do garoto, o dono dos cães agora enfrenta a possibilidade de ser responsabilizado por homicídio culposo, crime que ocorre quando não há intenção de matar, mas a morte ocorre por negligência ou imprudência. A Polícia Civil dará continuidade à investigação.
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