Minas Gerais ganhará uma nova unidade de saúde pública de grande porte, que promete transformar o atendimento hospitalar no estado. O Complexo de Saúde Hospital Padre Eustáquio será erguido na região Oeste de Belo Horizonte, no bairro Gameleira, e sua inauguração está prevista para 2029. A nova estrutura será um marco na saúde pública de Minas, com foco no atendimento de diversas especialidades, como oncologia, pediatria, hematologia e infectologia, além de contar com um Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/MG). O projeto foi oficialmente lançado pelo governo do estado nesta sexta-feira (6), com a previsão de que a nova unidade seja a "mais moderna do país" em termos de infraestrutura e serviços.
A nova unidade terá 400 leitos clínicos e cirúrgicos, 100 leitos de UTI e 60 consultórios. Com a capacidade de realizar mais de 200 mil consultas especializadas, 30 mil internações e mais de 2 milhões de exames anualmente, o complexo será fundamental para melhorar o acesso da população aos cuidados de saúde de qualidade. Para viabilizar a criação do Hospital Padre Eustáquio, os serviços de quatro hospitais da capital serão transferidos para a nova unidade. O Hospital Alberto Cavalcanti, o João Paulo II, a Maternidade Odete Valadares e o Hospital Eduardo de Menezes terão suas atividades concentradas no novo complexo, uma medida que visa melhorar a qualidade do atendimento, visto que os prédios atuais apresentam condições inadequadas e limitam a expansão dos serviços.
O secretário de Estado de Saúde, Fábio Bacheretti, explicou que a escolha do local foi estratégica, com fácil acesso a grandes vias da cidade e à rede de transporte público. "Estamos falando de um hospital ultramoderno, com tecnologias que hoje não temos em Minas", afirmou Bacheretti, destacando a importância de a unidade contar com novos recursos e capacidade de atendimento ampliada. Entre os benefícios, ele mencionou o aumento de leitos e a disponibilização de equipamentos de última geração, como uma nova ressonância magnética, além de cuidados especializados para doenças raras e infecções graves, como o ebola.
A escolha do bairro Gameleira para a construção do complexo foi motivada pela disponibilidade de espaço e pela proximidade das principais avenidas da cidade, facilitando o acesso dos pacientes. O projeto será desenvolvido por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), em que a iniciativa privada será responsável pela construção, equipagem e manutenção do hospital, enquanto a gestão dos serviços assistenciais ficará sob responsabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS), garantindo que os atendimentos sejam totalmente gratuitos.
A consulta pública sobre o projeto será aberta ainda em dezembro, permitindo que a população participe ativamente do processo e contribua com sugestões. Em 2025, haverá mais audiências públicas para discutir detalhes do projeto, e a licitação para a construção do complexo deve ser realizada no segundo semestre do mesmo ano. As obras terão início em 2026 e a expectativa é que o hospital comece a funcionar em 2029.
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