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Desemprego cai para 5,2% e registra menor índice para setembro em 14 ano

Taxa de desocupação recuou no terceiro trimestre de 2026, segundo o IBGE. Número de pessoas ocupadas chegou a 103,6 milhões, o maior da série histórica iniciada em 2012

30/10/2026 às 16h48
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília/Agência Brasil
Reprodução: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília/Agência Brasil

A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,2% no terceiro trimestre de 2026, o menor resultado para o período desde o início da série histórica, em 2012. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

O índice representa uma redução em relação aos 5,4% registrados no segundo trimestre deste ano e aos 5,6% observados no mesmo período de 2025.

Ao todo, o país contabilizou 5,6 milhões de pessoas desocupadas entre julho e setembro. O número representa uma queda de 4% na comparação com o trimestre anterior, equivalente a 234 mil pessoas a menos. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, a redução foi de 6,9%, ou 417 mil pessoas.

Número de trabalhadores ocupados bate recorde

A população ocupada chegou a 103,6 milhões de pessoas, o maior contingente desde o início da série histórica do IBGE. O resultado representa crescimento de 0,6% em relação ao trimestre anterior, com a entrada de 581 mil pessoas no mercado de trabalho.

Na comparação anual, houve aumento de 1,2%, o equivalente a mais 1,2 milhão de trabalhadores.

Entre os setores da economia, a construção civil apresentou destaque, com crescimento de 2,8% na ocupação durante o trimestre. O avanço correspondeu à entrada de aproximadamente 210 mil pessoas na atividade.

O número de empregadores também alcançou recorde, com 4,5 milhões de pessoas. O contingente cresceu 4,3% em relação ao trimestre anterior e 6,4% na comparação com o mesmo período de 2025.

Rendimento médio chega a R$ 3.790

O rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790 no terceiro trimestre. O valor permaneceu estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou alta de 3,6% na comparação anual, equivalente a R$ 131 a mais.

Já a massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, atingiu R$ 387,5 bilhões. O resultado é o maior da série histórica, com crescimento de 1,5% no trimestre e de 4,7% em um ano.

Apesar da redução do desemprego, a taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13%, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, quando estava em 12,9%. A próxima divulgação da PNAD Contínua, referente ao trimestre encerrado em outubro, está prevista para 27 de novembro.

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