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Jorge Fernando: há sete anos falecia o ator e diretor que marcou gerações da televisão brasileira

Irreverente, era querido pelos artistas e público

27/10/2026 às 08h37
Por: João Vitor Viana
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Divulgação
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O ator e diretor Jorge Fernando morreu em 27 de outubro de 2019, aos 64 anos, no Rio de Janeiro. Um dos profissionais mais conhecidos da teledramaturgia brasileira, ele construiu uma carreira de mais de quatro décadas, marcada pela atuação, pela direção de novelas e pela contribuição à comédia na televisão. A causa imediata da morte divulgada à época foi uma parada cardíaca. O artista havia sofrido um acidente vascular cerebral (AVC) em 2017, que o afastou temporariamente do trabalho.

Nascido em 29 de março de 1955, no Rio de Janeiro, Jorge Fernando cresceu próximo ao universo artístico. Filho da atriz Hilda Rebello, teve contato desde cedo com o teatro e a interpretação. Sua estreia na televisão ocorreu em 1978, no seriado Ciranda, Cirandinha, da TV Globo. No ano seguinte, participou da novela Pai Herói, dando os primeiros passos em uma trajetória que o levaria a se tornar um dos diretores mais reconhecidos da emissora.

A consolidação profissional veio nos anos 1980, quando passou a trabalhar na direção de novelas. Entre os primeiros trabalhos de destaque está Guerra dos Sexos, exibida em 1983, produção que ajudou a estabelecer uma linguagem marcada pelo humor e pelo ritmo ágil. Nos anos seguintes, esteve à frente de títulos como Vereda Tropical (1984), Cambalacho (1986), Brega & Chique (1987) e Que Rei Sou Eu? (1989), que contribuíram para firmar seu nome na dramaturgia nacional.

Ao longo da carreira, Jorge Fernando dirigiu produções de diferentes estilos, mas ficou especialmente associado às novelas com elementos de comédia. Entre seus trabalhos de destaque estão Rainha da Sucata (1990), Vamp (1991), A Próxima Vítima (1995), Alma Gêmea (2005), Sete Pecados (2007), Caras & Bocas (2009), Ti-Ti-Ti (2010) e Êta Mundo Bom! (2016). Seu estilo de direção valorizava a movimentação das cenas, a expressividade dos atores e a combinação entre humor e emoção.

Apesar do reconhecimento como diretor, ele também manteve a carreira de ator. Participou de novelas como Água Viva, Bebê a Bordo, Torre de Babel e Chocolate com Pimenta, além de trabalhos humorísticos. O teatro também fez parte de sua trajetória e contribuiu para sua formação artística, permitindo que desenvolvesse diferentes habilidades na interpretação e na direção de atores.

Em 2017, Jorge Fernando sofreu um AVC que comprometeu sua saúde e exigiu um período de recuperação. Mesmo diante das dificuldades, conseguiu retornar ao trabalho. Em 2019, participou da novela Verão 90, na qual atuou como diretor artístico e também fez uma participação como Mendoncinha, personagem ligado ao universo cinematográfico da trama. O retorno representou um momento importante em sua trajetória profissional após o problema de saúde.

A morte do artista, aos 64 anos, provocou manifestações de pesar entre colegas de profissão e admiradores. Sua mãe, Hilda Rebello, também atriz, acompanhou parte de sua trajetória na televisão. A relação familiar e a convivência com o ambiente artístico desde a infância foram aspectos importantes de sua formação.

Jorge Fernando deixou como legado uma extensa contribuição à televisão brasileira. Com trabalhos que atravessaram diferentes décadas, ajudou a definir a linguagem de novelas de grande audiência e participou de produções que permanecem na memória do público. Sua carreira reuniu atuação, direção e humor, consolidando seu nome entre os profissionais que marcaram a história da dramaturgia nacional.

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