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Bebê de 4 meses morre em hospital de Pernambuco após suspeita de leite na veia

Polícia Civil investiga o caso como homicídio em Goiana; família denuncia erro durante procedimento de alimentação, e hospital afastou profissional

24/10/2026 às 10h43 Atualizada em 24/10/2026 às 11h03
Por: Cristiane Cirilo
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Reprodução/Whatsapp
Reprodução/Whatsapp

A morte de um bebê de quatro meses no Hospital Memorial de Goiana, unidade particular localizada na Zona da Mata Norte de Pernambuco, está sendo investigada pela Polícia Civil. A família denuncia que a criança recebeu leite em um acesso venoso destinado à administração de medicamentos, em vez de pela sonda de alimentação. O caso foi registrado como homicídio, e a causa da morte ainda depende de confirmação pericial.

O bebê, identificado como Miguel Ângelo Barbosa, estava internado desde 11 de outubro para tratar uma bronquiolite, doença respiratória que pode causar dificuldades para respirar, especialmente em crianças pequenas. Ele morreu na madrugada de 20 de outubro, após apresentar uma piora repentina durante a internação.

Segundo familiares, a criança recebia alimentação por uma sonda e medicamentos por um acesso venoso. A suspeita é de que os dispositivos tenham sido conectados incorretamente durante um procedimento realizado por uma profissional de saúde.

A tia paterna do bebê, que acompanhava a internação, relatou que percebeu uma mudança no estado da criança durante a madrugada. Segundo seu depoimento divulgado pela imprensa, o bebê começou a apresentar dificuldades, teve alteração na coloração da pele e perdeu a reação. Ao verificar os equipamentos, ela afirma ter identificado uma conexão incorreta.

A família também relata que a equipe médica tentou reanimar a criança, mas ela não resistiu. Os familiares afirmam que a profissional envolvida teria reconhecido a falha. Essa versão, no entanto, ainda precisa ser apurada pelas autoridades.

Polícia investiga o caso

A Polícia Civil de Pernambuco registrou a ocorrência em 21 de outubro, por meio da 44ª Delegacia Circunscricional de Goiana. A investigação foi aberta para esclarecer as circunstâncias da morte e apurar eventual responsabilidade criminal.

O registro como homicídio indica a classificação inicial do caso para investigação e não significa que uma pessoa tenha sido condenada ou que a responsabilidade criminal esteja comprovada.

O corpo do bebê passou por exames no Instituto de Medicina Legal (IML). Conforme informações divulgadas pela imprensa, a conclusão pericial é aguardada para esclarecer a causa da morte e verificar se existe relação entre o procedimento denunciado e o óbito.

Hospital afastou profissional

Em nota divulgada após o ocorrido, o Hospital Memorial de Goiana lamentou a morte da criança e manifestou solidariedade aos familiares.

A unidade informou que determinou o afastamento imediato da profissional envolvida e acionou o grupo responsável pela segurança do paciente para investigar as circunstâncias do episódio. O hospital também declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com a apuração.

A investigação deverá esclarecer como o procedimento foi realizado, se houve falha na conexão dos dispositivos e se essa possível falha provocou a morte da criança.

Até a conclusão dos exames e das investigações, a suspeita relatada pela família não deve ser tratada como causa de morte definitivamente comprovada.

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