
O Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) receberá mais R$ 10 milhões para dar continuidade às obras de restauração, anunciou o ministro da Educação, Leonardo Barchini, durante visita à instituição na quinta-feira (15). O novo investimento se soma aos cerca de R$ 68 milhões destinados pelo Ministério da Educação (MEC) ao museu entre 2023 e 2026.
A verba será utilizada na continuidade dos trabalhos de recuperação do prédio histórico e do patrimônio científico afetado pelo incêndio que atingiu o local em setembro de 2018. Na ocasião, o fogo destruiu grande parte do acervo e danificou estruturas do edifício.
Incêndio destruiu cerca de 85% do acervo
O incêndio ocorreu no ano em que o Museu Nacional completava 200 anos e atingiu o Paço de São Cristóvão, na Quinta da Boa Vista, no Rio de Janeiro. O espaço abrigava a maior parte das coleções da instituição.
Cerca de 85% dos 20 milhões de itens preservados no museu foram destruídos. Entre as perdas estavam documentos históricos, livros, fósseis, mobiliário do período imperial e peças relacionadas à família imperial brasileira. O fogo também danificou laboratórios, salas de aula, computadores e a fachada histórica.
Pesquisadores trabalham para recuperar coleções
Apesar dos danos, equipes do Núcleo de Resgate de Acervos conseguiram recuperar diversas coleções, de forma parcial ou integral. O trabalho busca preservar o material que resistiu ao incêndio e permitir que parte do patrimônio científico volte a ser estudada.
Tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o Museu Nacional mantém atividades de pesquisa e produção científica mesmo durante o processo de reconstrução. Antes do incêndio, a instituição abrigava um dos mais importantes acervos de história natural da América Latina.
Governo promete reconstrução do patrimônio
Durante a visita, o ministro Leonardo Barchini reafirmou o compromisso do governo federal com a recuperação do museu. Segundo ele, os recursos serão destinados conforme o andamento das obras e as necessidades identificadas durante a execução.
A nova verba busca manter o avanço da reconstrução de um dos principais patrimônios históricos e científicos do país. A conclusão integral dos trabalhos, no entanto, depende da continuidade das intervenções estruturais e dos esforços para recuperar o acervo remanescente.
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