
O ator e dublador Edson Silva morreu aos 95 anos, deixando uma trajetória de décadas dedicada às artes cênicas brasileiras. Conhecido por interpretar Heitor, motorista de Alma, personagem de Marieta Severo na novela “Laços de Família”, exibida pela TV Globo em 2000, o artista teve a morte anunciada nas redes sociais no sábado (10). A atriz Alcione Mazzeo também prestou homenagem ao colega, com quem trabalhou ao longo da carreira.
A causa da morte não havia sido divulgada até esta segunda-feira (12). Além de “Laços de Família”, Edson participou de produções televisivas como “Água Viva” (1980), “Bebê a Bordo” (1988), “História de Amor” (1995), “Por Amor” (1997) e “Mulheres Apaixonadas” (2003). Seu último trabalho na televisão foi em “Senhora do Destino”, em 2004, quando interpretou Severino.
Natural de Juiz de Fora, em Minas Gerais, Edson Silva nasceu em 25 de outubro de 1930. No início da década de 1950, mudou-se para o Rio de Janeiro em busca de oportunidades profissionais e estudou teatro com Paschoal Carlos Magno. A formação marcou o início de uma carreira que passou pelos palcos, pelo cinema e pela televisão, em diferentes emissoras brasileiras.
O teatro teve papel importante em sua trajetória. Ao longo de quase três décadas de atuação nos palcos, Edson também trabalhou como diretor de espetáculos, participando de montagens como “O Auto da Compadecida”, em 1962, “Lampião” e “Sinhá Moça”. No cinema, integrou os elencos de “Mineirinho Vivo ou Morto” (1967) e “Quem Matou Pacífico?” (1977).
Na televisão, o ator ficou conhecido por personagens coadjuvantes e participações especiais, muitas vezes representando figuras do cotidiano. Em produções de Manoel Carlos, como “Laços de Família” e “Mulheres Apaixonadas”, construiu uma presença reconhecida pelo público. Em “Senhora do Destino”, novela exibida entre 2004 e 2005, interpretou Severino, em uma de suas últimas aparições nas telas.
Paralelamente ao trabalho como ator, Edson Silva também desenvolveu uma carreira na dublagem a partir do início dos anos 1960. Ele trabalhou nos estúdios Herbert Richers e Dublasom Guanabara, emprestando a voz a personagens de produções audiovisuais. Entre seus trabalhos estão personagens de desenhos animados, como Curly Joe, de “Os Três Patetas”, e o Gavião, na série animada “Aquaman”, de 1967.
Em 2005, o artista se afastou da carreira após começar a enfrentar problemas relacionados à deficiência visual. Mesmo longe das telas, sua trajetória permaneceu ligada a produções marcantes da teledramaturgia brasileira e ao trabalho desenvolvido no teatro e na dublagem.
A notícia da morte provocou manifestações de carinho de pessoas que conviveram com o artista. Alcione Mazzeo publicou uma homenagem nas redes sociais, recordando a amizade e os momentos compartilhados na vida e no trabalho. A despedida encerra a trajetória de um profissional que participou de diferentes fases da televisão brasileira e deixou contribuições em diversas áreas da interpretação.
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