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PCMG indicia dez suspeitos em esquema de adulteração de fertilizantes no Triângulo Mineiro

Investigação aponta que grupo desviava cargas, misturava produtos de alto valor a insumos mais baratos e revendia o material adulterado; prejuízo estimado supera R$ 1,5 milhão

07/10/2026 às 14h41 Atualizada em 07/10/2026 às 14h42
Por: Daniel Mendes
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Divulgação: PCMG
Divulgação: PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) indiciou dez pessoas investigadas por participação em um esquema de adulteração e comercialização irregular de fertilizantes no Triângulo Mineiro. Segundo a investigação, a organização criminosa teria provocado um prejuízo de mais de R$ 1,5 milhão a fabricantes e transportadoras do setor agrícola.

Durante as apurações, os policiais apreenderam mais de 125 toneladas de fertilizantes e outros insumos, além de equipamentos utilizados na operação. Entre os materiais recolhidos estão uma pá carregadeira avaliada em cerca de R$ 330 mil, uma empilhadeira estimada em R$ 75 mil e um caminhão avaliado em aproximadamente R$ 420 mil.

Os dez investigados foram indiciados pelos crimes de adulteração de produtos destinados ao consumo ou à agricultura, organização criminosa e falsidade ideológica. O inquérito foi encaminhado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que deverão analisar as medidas cabíveis.

Cargas eram desviadas para galpão clandestino

As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Rurais de Araguari. Conforme a PCMG, o grupo utilizava um galpão às margens da MG-414, em Araguari, como centro das operações.

O esquema começava com o desvio de caminhões que transportavam fertilizantes puros. Os veículos deixavam as rotas previstas e eram levados até o imóvel usado pela organização.

Para dificultar o rastreamento, os motoristas envolvidos retiravam os equipamentos de monitoramento dos caminhões e os entregavam a outro integrante do grupo, que permanecia em um posto de combustíveis. Dessa forma, as empresas de gerenciamento de risco e seguradoras recebiam informações que indicavam que os veículos continuavam no local autorizado.

Fertilizante era misturado a produtos mais baratos

No galpão, parte dos fertilizantes de maior valor econômico era retirada das cargas e misturada a insumos de menor valor. A mistura era feita com auxílio de pá carregadeira e empilhadeira.

Depois, o material era colocado novamente em bags, alguns deles com lacres violados. Segundo a investigação, o produto adulterado era encaminhado para produtores rurais, enquanto a parcela de fertilizante puro retirada das cargas era comercializada separadamente pelos integrantes do grupo.

Operação apreendeu mais de 125 toneladas

A estrutura da organização também foi identificada durante o inquérito. De acordo com a PCMG, havia divisão de tarefas entre integrantes responsáveis pela coordenação e financiamento das atividades, locação do galpão, transporte das cargas e adulteração dos produtos.

Em 9 de julho, durante uma ação policial que levou à localização do imóvel, foram apreendidas 125.260 quilos de fertilizantes e insumos, além das máquinas e do caminhão utilizados no esquema.

Com a conclusão das investigações, os autos foram encaminhados às autoridades competentes. A eventual responsabilidade criminal dos indiciados será analisada pela Justiça.

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