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São Paulo chega a 40 casos de sarampo em 2026 após novos registros

Três novos pacientes são moradores da capital; 30 dos 40 casos registrados no ano envolvem pessoas sem vacinação ou com esquema incompleto

02/10/2026 às 14h35 Atualizada em 02/10/2026 às 14h57
Por: Daniel Mendes
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Reprodução: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Reprodução: Paulo Pinto/Agencia Brasil

São Paulo chegou a 40 casos confirmados de sarampo em 2026 após a Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) registrar três novas ocorrências. Os pacientes são dois homens, de 18 e 21 anos, e uma bebê de 1 ano, todos moradores da capital paulista. Segundo o Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo (CVE-SP), os novos casos fazem parte de cadeias de transmissão identificadas e acompanhadas desde junho. 

O monitoramento das autoridades indica uma tendência de redução da circulação do vírus. A capital concentra a maior parte dos registros, com 36 casos, o equivalente a 90% do total. São Bernardo do Campo tem dois casos, enquanto Guarulhos e Santo André registram um cada.

Maioria dos casos envolve vacinação incompleta

A situação vacinal dos pacientes é um dos pontos de atenção das autoridades de saúde. Dos 40 casos confirmados neste ano, 30 ocorreram em pessoas sem histórico de vacinação contra o sarampo ou com o esquema vacinal incompleto.

A SES-SP reforça que a vacina tríplice viral é a principal forma de prevenção contra a doença. O imunizante também protege contra caxumba e rubéola e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A vacinação pode ser feita nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 645 municípios paulistas.

Quem deve tomar a vacina?

Para crianças, o calendário prevê a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

Pessoas de 15 meses a 29 anos devem ter duas doses registradas, com intervalo mínimo de 30 dias. Entre 30 e 59 anos, é necessário ter pelo menos uma dose comprovada. Trabalhadores da saúde devem ter duas doses, independentemente da idade.

Em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, também existe a chamada dose zero para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância. A dose adicional não substitui as previstas no calendário. Mesmo após receber a dose zero, a criança deve tomar normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses.

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