
O Tribunal do Júri da Comarca de Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, condenou Ítalo Jefersson da Silva a 65 anos, oito meses de reclusão e 23 dias-multa pela morte de uma estudante de Psicologia de 23 anos. O julgamento ocorreu nesta quarta-feira (30), cerca de sete meses após o crime. A sentença também determinou o pagamento de R$ 100 mil à família da vítima por danos morais.
Ítalo foi condenado pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado, e o réu não poderá recorrer em liberdade. A sessão começou às 9h40 e terminou às 19h26, sob a presidência da juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo, da Vara Única da Comarca de Juatuba.
Durante o julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, além do interrogatório do acusado. O Conselho de Sentença foi formado por seis mulheres e um homem. O processo tramita em segredo de Justiça.
Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o crime aconteceu em 9 de fevereiro de 2026. A estudante havia saído do trabalho em Juatuba e seguia em direção a um ponto de ônibus às margens da BR-262, de onde retornaria para casa, em Pará de Minas, na região Central do Estado.
Três dias depois, Ítalo foi localizado no município de Carmo do Cajuru. Conforme o MPMG, ele confessou o crime. Após a prisão, foi encaminhado ao Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, onde deverá permanecer em razão da determinação de que não poderá recorrer em liberdade.
De acordo com informações apresentadas no processo, o condenado já possuía condenações anteriores por quatro crimes de roubo, três de estupro, além de furto e resistência. Na época do assassinato, ele havia cumprido parte das penas e estava em liberdade desde 20 de dezembro de 2025.
Ainda segundo o processo, uma decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça (STJ) havia absolvido Ítalo da acusação de tráfico de drogas. A decisão contribuiu para a progressão de regime e para o cumprimento da pena em prisão domiciliar antes do novo crime.
Na denúncia relacionada à morte da estudante, o MPMG apontou as qualificadoras e os crimes previstos no Código Penal, incluindo feminicídio qualificado por asfixia, estupro e destruição, subtração ou ocultação de cadáver. Com a condenação pelo Tribunal do Júri, a pena foi fixada em mais de 65 anos de prisão.
A sentença também estabeleceu a indenização de R$ 100 mil à família da vítima por danos morais. Como o caso tramita em segredo de Justiça, outras informações processuais não foram divulgadas.
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