
O Ministério da Saúde trabalha para incorporar as chamadas canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde (SUS), com estimativa de orçamento de cerca de R$ 1,5 bilhão por ano para garantir acesso gratuito à população.
Segundo a pasta, a compra em escala pública e a produção nacional podem reduzir de 80% a 90% o preço de aquisição dos medicamentos, que já caiu cerca de 70% nas farmácias no último ano. O pedido de avaliação já foi apresentado nesta semana à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), responsável por decidir sobre a incorporação de novas tecnologias ao sistema público.
Para o Ministério da Saúde, diferentes medidas desde 2025 viabilizaram uma maior oferta, o que abre a perspectiva de incorporação das canetas emagrecedoras ao SUS.
“Fizemos uma série de ações que favorecem um novo cenário. Barramos a tentativa de prorrogação da patente, viabilizamos a produção nacional e chamamos fabricantes a registrar novos produtos no país. Conseguimos ampliar o acesso. Deixou de ser só para ricos”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Para Padilha, a incorporação não representa "um milagre estético", mas uma medicação que, combinada a alimentação adequada e atividade física, deve reduzir custos do sistema de saúde ao longo do tempo, com menos cirurgias bariátricas e menos internações por doenças cardiovasculares e recidiva de câncer, por exemplo.
Alinhamento com diretrizes da OMS
A iniciativa segue recomendações recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre o uso de terapias à base de GLP-1 no tratamento da obesidade, que destacam a importância de associá-las a alimentação saudável, atividade física e outras políticas públicas, além da necessidade de ampliar o acesso e reduzir preços de forma equitativa.
Reforço na Atenção Primária
O ministério também tem investido na Academia da Saúde, programa de atividade física e promoção da saúde integrado à Atenção Primária. Uma nova portaria, lançada no fim de 2025, prevê a expansão do programa para quase 2 mil unidades, com recursos para equipamentos e contratação de nutricionistas, educadores físicos e fisioterapeutas, sendo 582 novos estabelecimentos estão previstos em 448 municípios do país, com investimento de R$ 80,7 milhões. As atividades da Academia da Saúde cresceram 48,5% entre 2022 e 2025, passando de 331,6 mil para 492,1 mil participações.
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