
O Banco Central do Brasil (BC) e o Banco Central Europeu (BCE) iniciaram estudos para avaliar a possibilidade de conectar o Pix ao TARGET Instant Payment Settlement (TIPS), sistema europeu usado para a liquidação de pagamentos instantâneos. A iniciativa pode permitir, no futuro, transferências internacionais mais rápidas entre o Brasil e países que utilizam o euro.
A avaliação começou em setembro e envolve estudos técnicos, operacionais, jurídicos e de negócios necessários para verificar a viabilidade da integração entre as duas infraestruturas.
O Pix é operado pelo Banco Central e processa cerca de 250 milhões de transações por dia, com liquidação em tempo real. Já o TIPS foi desenvolvido pelo Eurosistema para realizar pagamentos instantâneos em moedas europeias e atualmente opera com euro, coroa sueca e coroa dinamarquesa.
Caso a conexão seja considerada viável, a expectativa é que pessoas e empresas possam fazer transferências entre os dois mercados com maior rapidez e, potencialmente, custos menores. Os recursos poderiam ser disponibilizados na moeda local do destinatário em poucos segundos.
Na prática, a integração poderia facilitar operações como remessas internacionais e pagamentos de compras entre o Brasil e países da área do euro, reduzindo etapas atualmente envolvidas em transações internacionais.
A iniciativa faz parte dos esforços do Banco Central para ampliar a integração do Pix com sistemas de pagamentos de outros países. O projeto também acompanha uma movimentação internacional para conectar diferentes infraestruturas de pagamentos instantâneos.
Segundo as instituições, o TIPS já participa de iniciativas voltadas à conexão com outros sistemas, como o Nexus Global Payments, a infraestrutura indiana UPI e o sistema de pagamentos instantâneos da Suíça.
A aproximação ocorre ainda em um momento de intensificação das relações econômicas entre Brasil e União Europeia, que podem ganhar novos fluxos com o Acordo de Parceria entre o Mercosul e o bloco europeu.
A possível integração entre Pix e TIPS também está alinhada às discussões do G20 para melhorar os pagamentos internacionais, com o objetivo de tornar essas operações mais rápidas, baratas, transparentes e acessíveis.
Por enquanto, não há uma data definida para o início de uma eventual operação integrada. A etapa atual é de avaliação da viabilidade da conexão e de seus requisitos técnicos e regulatórios.
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