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BH orienta pacientes com sintomas leves a procurar centros de saúde ou teleconsulta

Prefeitura alerta que procura por casos de baixa gravidade nas UPAs aumenta o tempo de espera para pacientes que precisam de atendimento de urgência e emergência

08/09/2026 às 17h29
Por: João Vitor Viana
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Aline Resende | PBH
Aline Resende | PBH

A Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte orienta que pacientes com sintomas leves procurem os centros de saúde de referência ou utilizem o serviço de teleconsulta oferecido pela Prefeitura. As nove Unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) da capital funcionam 24 horas e são destinadas principalmente a casos de urgência e emergência de média e alta complexidades.

De janeiro a julho de 2026, as UPAs de Belo Horizonte realizaram cerca de 560 mil atendimentos. Desse total, 76,2% foram classificados como não urgentes. O índice supera o registrado em 2025, quando 75% dos 937 mil atendimentos realizados ao longo do ano foram classificados como verdes pelo Protocolo de Manchester, indicando casos de pouca urgência.

Segundo a Secretaria de Saúde, a presença de pacientes com quadros leves nas UPAs contribui para aumentar o tempo de espera, já que a prioridade nesses locais é dada às pessoas em situações mais graves. “Os dados mostram que as Unidades de Pronto-Atendimento estão atendendo usuários que poderiam ser assistidos em centros de saúde ou pelas teleconsultas ofertadas pela Prefeitura”, afirmou o secretário municipal de Saúde, Miguel Duarte.

Entre os casos que devem ser encaminhados às UPAs estão falta de ar intensa, febre acima de 39°C, dor forte no peito, fraturas, cortes com pouco sangramento, quedas acompanhadas de torção e dor intensa ou suspeita de fratura, crises convulsivas, cólicas renais e vômitos persistentes.

Já situações de menor gravidade, como febre branda, necessidade de curativos ou pequenas suturas, avaliação de pressão arterial ou glicemia, dores musculares, quadros leves de bronquite, asma ou gripe, consultas de rotina, pré-natal, acompanhamento de doenças crônicas e vacinação devem ser atendidas nos centros de saúde. As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, durante 12 horas.

Outra alternativa para casos sem urgência é o serviço de teleconsulta da Prefeitura, disponível de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h. O atendimento pode ser utilizado, por exemplo, por pessoas com sintomas gripais leves, sintomas leves de dengue, zika ou chikungunya, além de casos de diarreia e dor de cabeça.

As UPAs utilizam o Protocolo de Manchester para classificar os pacientes de acordo com a gravidade do quadro. Após a triagem, cada pessoa recebe uma pulseira com uma das cinco cores: vermelho, laranja, amarelo, verde ou azul. A classificação vermelha indica emergência e necessidade de atendimento imediato. A laranja corresponde a casos muito urgentes; a amarela, a situações urgentes; e as classificações verde e azul representam quadros de menor gravidade.

A Secretaria de Saúde reforça que pacientes classificados como verde ou azul podem, quando não houver necessidade de atendimento de urgência, ser direcionados aos centros de saúde ou à teleconsulta. “O direcionamento correto dos pacientes evita filas, otimiza os recursos públicos e garante que quem realmente precisa de socorro imediato seja atendido com a rapidez necessária”, destacou Miguel Duarte.

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