
Uma equipe de estudantes da Escola Municipal João Camilo de Oliveira Torres, na região Noroeste de Belo Horizonte, está entre os finalistas da 18ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB). A competição, promovida pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), termina neste fim de semana, nos dias 29 e 30 de agosto, em Campinas (SP).
Formada por Ayalla Fernanda Moreira de Souza Oliveira, Gabriel Felipe Vieira da Silva e Isabela de Souza Meireles, todos alunos do 9º ano da rede municipal, a equipe é a única representante de Belo Horizonte a chegar à fase final. Ao todo, oito grupos de Minas Gerais avançaram entre mais de 3.700 equipes que participaram da primeira etapa da olimpíada.
A final será realizada presencialmente e terá uma prova discursiva em grupo. Para chegar até lá, os estudantes precisaram passar por cinco fases online, realizadas ao longo de várias semanas.
A participação dos alunos na olimpíada faz parte de um projeto desenvolvido desde 2023 pela professora de História Bruna Neto Soares, que coordena a preparação de estudantes dos 8º e 9º anos para a competição.
Esta foi a terceira tentativa da escola de chegar à etapa final. Segundo a professora, a dedicação dos estudantes foi determinante para a classificação.
“Foi a dedicação da equipe que fez a diferença. Participar não é simples: são cinco fases online, cada uma com duração de uma semana, e a final será uma prova discursiva em grupo”, explicou Bruna.
Durante a preparação, os estudantes se reuniam regularmente para discutir as questões e pesquisar os conteúdos. Eles também mantinham um grupo de WhatsApp para receber orientações e materiais de apoio.
Em algumas etapas, uma única questão exigia horas de pesquisa e discussão entre os integrantes. “Às vezes, uma questão exigia horas de estudo. É um trabalho que demanda atenção e empenho”, afirmou a professora.
Para os estudantes, a participação na ONHB também trouxe mudanças na maneira de compreender a história do país.
Gabriel Felipe conta que a experiência ajudou a desenvolver o pensamento crítico e a refletir sobre a formação da cultura e da sociedade brasileira. O interesse despertado pela competição já o faz considerar uma carreira na área de História ou em outro curso das Ciências Humanas.
Ayalla e Isabela também destacam o contato com conteúdos que vão além dos livros didáticos, incluindo manifestações culturais e música brasileira.
Para a professora Bruna, a olimpíada amplia a possibilidade de os alunos conhecerem diferentes perspectivas sobre o país.
“É uma forma de democratizar o acesso a diferentes culturas e enxergar o Brasil de maneira diversa”, avaliou.
O grupo adotou um nome inusitado para representar a escola na competição: “O pão de queijo que Dom Pedro amassou”.
A escolha faz referência a Minas Gerais e também às dificuldades enfrentadas pelos estudantes em questões sobre o imperador em edições anteriores da olimpíada.
A etapa final é aguardada pelos estudantes com expectativa. Além da disputa, o grupo considera a participação uma oportunidade de colocar em prática o conhecimento adquirido durante os meses de preparação.
“Estamos muito empolgados e confiantes de que teremos bons resultados, além de todo o conhecimento que já conquistamos”, afirmou Ayalla.
A preparação continuou mesmo após o retorno do recesso escolar. A professora aplicou uma prova simulada para familiarizar os alunos com o formato da etapa decisiva.
“Desde o retorno do recesso, estamos estudando bastante. Já fiz uma prova simulada para que eles se familiarizem com o formato da etapa final”, contou Bruna.
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