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Nepal estima até US$ 5 bilhões para reconstrução após enchentes devastadoras

A estimativa foi divulgada neste sábado (29) pelo ministro das Finanças, Swarnim Wagle, e representa quase 10% da economia nepalesa. O valor ainda é preliminar, já que o governo continua avaliando a extensão dos danos.

29/08/2026 às 14h12 Atualizada em 29/08/2026 às 14h13
Por: João Vitor Viana
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AFP
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O Nepal poderá precisar de entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões para reconstruir áreas destruídas pelas enchentes e deslizamentos que atingiram o país nesta semana. A estimativa foi divulgada neste sábado (29) pelo ministro das Finanças, Swarnim Wagle, e representa quase 10% da economia nepalesa. O valor ainda é preliminar, já que o governo continua avaliando a extensão dos danos.

A tragédia foi provocada pelo colapso de uma geleira na região do Himalaia, que desencadeou uma enorme correnteza de rochas, gelo, lama e detritos pelos sistemas fluviais. O desastre atingiu principalmente áreas do norte do Nepal, próximas à fronteira com o Tibete, e também deixou vítimas em território chinês. Até este sábado, eram pelo menos 675 mortos no Nepal e sete no Tibete, totalizando 682 vítimas.

Além das mortes, quase 3 mil pessoas continuam desaparecidas, entre elas centenas de estrangeiros. Pontes, estradas, prédios e instalações de geração de energia foram destruídos ou danificados. Os projetos hidrelétricos atingidos representam mais de 12% da capacidade nacional de geração de energia do Nepal, aumentando o impacto econômico da catástrofe.

As operações de busca e resgate enfrentam dificuldades devido às chuvas, à neblina e às condições do terreno. O governo nepalês solicitou apoio técnico internacional para localizar pessoas presas em túneis, restabelecer sistemas de transporte e comunicação, identificar vítimas e realizar exames de DNA. Índia e China já enviaram equipes e equipamentos para auxiliar nas ações de emergência.

O custo estimado para a reconstrução é inferior aos cerca de US$ 9 bilhões gastos pelo Nepal após o terremoto de 2015, que matou quase 9 mil pessoas e destruiu mais de 500 mil residências. Ainda assim, a atual tragédia representa um duro golpe para uma economia que depende fortemente do turismo, das remessas de trabalhadores no exterior e da geração de energia hidrelétrica.

Enquanto as equipes trabalham para localizar desaparecidos e atender os sobreviventes, autoridades também monitoram áreas de risco na fronteira entre Nepal e China. A prioridade é reduzir os impactos humanitários imediatos e recuperar estruturas essenciais para que as regiões atingidas possam iniciar o processo de reconstrução.

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