
Um grupo de estudantes, com idades entre 13 e 16 anos, é suspeito de utilizar comprovantes falsos de Pix para realizar compras na lanchonete da Escola Municipal Dona Quita, em Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O prejuízo estimado inicialmente pela instituição é de R$ 6,7 mil. O caso foi registrado pela Guarda Civil Municipal.
De acordo com o registro da ocorrência, a situação foi descoberta na terça-feira (25/8), quando um estudante tentou comprar produtos na lanchonete e apresentou um suposto comprovante de pagamento via Pix. O valor, no entanto, não foi identificado no extrato bancário da escola. Ao ser questionado, o adolescente teria admitido a prática e indicado a participação de outro aluno.
Após conversas individuais conduzidas pela equipe gestora da escola, outros estudantes passaram a ser apontados como possíveis envolvidos. Inicialmente, nove alunos foram identificados durante a apuração acompanhada pela Guarda Civil Municipal.
Segundo o boletim de ocorrência, os estudantes utilizariam uma versão modificada de um aplicativo de banco digital, instalada nos celulares por meio de um arquivo APK. O programa seria capaz de gerar comprovantes falsos semelhantes aos verdadeiros, que eram apresentados no momento das compras. Um vídeo produzido pelos próprios alunos, mostrando o funcionamento do esquema, também teria sido apresentado aos responsáveis durante uma reunião na escola.
A direção estima que as irregularidades possam ter ocorrido desde maio, ao longo de aproximadamente 67 dias. O prejuízo inicial foi calculado em R$ 6.700, com base em uma média de R$ 100 por dia. O valor, porém, ainda deverá passar por auditoria e conferência detalhada da instituição.
Em um primeiro momento, foi sugerida a divisão do prejuízo entre os nove estudantes inicialmente identificados, o que representaria cerca de R$ 744 para cada família. Duas responsáveis chegaram a fazer transferências para a conta da escola. Posteriormente, porém, durante uma conversa reservada com a direção, os próprios estudantes indicaram a possível participação de outros alunos e relataram receio de represálias.
Diante da possibilidade de envolvimento de mais estudantes, os valores pagos pelas duas famílias foram devolvidos. A escola informou que o cálculo do prejuízo e a definição sobre um eventual ressarcimento deverão ser refeitos após o avanço das apurações.
Os responsáveis pelos alunos foram convocados pela direção, que solicitou a presença da Guarda Civil Municipal durante as reuniões. Registros de ocorrência foram feitos nos dias 25 e 27 de agosto.
Os casos deverão ser encaminhados à Polícia Civil para continuidade das investigações. Paralelamente, a direção da escola informou que adotou medidas administrativas para esclarecer os fatos e manter os responsáveis pelos estudantes informados sobre o andamento da situação.
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