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Muralha BH ajuda a localizar procurados pela Justiça e contribui para 22 prisões na capital

Sistema integrado à plataforma de reconhecimento facial da Polícia Federal em julho auxilia forças de segurança na identificação de pessoas com mandados de prisão

29/08/2026 às 08h00
Por: Cristiane Cirilo
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Júnia Garrido/PBH
Júnia Garrido/PBH

O sistema Muralha BH contribuiu para a localização e prisão de 22 pessoas procuradas pela Justiça em Belo Horizonte desde a integração com a plataforma de reconhecimento facial da Polícia Federal, formalizada em 9 de julho. A tecnologia passou a conectar câmeras de monitoramento do município à plataforma federal, que processa as imagens e emite alertas diante de possíveis correspondências.

Entre os casos registrados está o de uma pessoa que tinha mandado de prisão por estupro de vulnerável. Também houve quatro prisões por tráfico de drogas, duas por roubo, uma por lesão corporal, uma por porte ilegal de arma e uma por receptação.

O sistema auxiliou ainda em quatro prisões por furto e uma por ameaça. Em outro caso, houve a recaptura de uma pessoa que cumpria pena em regime semiaberto e não havia retornado espontaneamente à unidade prisional.

Cinco pessoas com mandados de prisão relacionados à inadimplência de pensão alimentícia também foram localizadas com auxílio da ferramenta.

Tecnologia passa por validação antes de abordagem

O reconhecimento facial é utilizado como ferramenta de apoio às forças de segurança e não determina, de forma automática, uma prisão ou abordagem.

Quando o sistema identifica uma possível correspondência, o alerta passa por uma validação técnica realizada por profissionais da Polícia Federal. Somente depois dessa análise são adotados os procedimentos operacionais pelos órgãos responsáveis.

Segundo o secretário municipal de Segurança e Prevenção, Márcio Lobato, o procedimento busca reduzir o risco de abordagens provocadas por falsos positivos.

“Esse método garante que os alertas gerados pela tecnologia sejam submetidos à análise de profissionais antes de qualquer abordagem. Dessa forma, conseguimos evitar que um possível falso positivo resulte, de forma automática, em uma ação operacional”, afirmou.

O modelo permite acelerar a localização de pessoas procuradas sem retirar dos agentes de segurança a responsabilidade pela confirmação da identidade e pela adoção das medidas previstas nos protocolos.

Expansão do Muralha BH

A integração com a Polícia Federal é uma das frentes do Muralha BH, programa da Prefeitura de Belo Horizonte voltado à ampliação e qualificação do videomonitoramento na capital.

A iniciativa utiliza tecnologias de inteligência artificial para apoiar ações de prevenção e segurança pública e prevê a integração progressiva de câmeras, sistemas e bases de dados.

Ao todo, mais de 10 mil câmeras deverão ser instaladas em pontos estratégicos da cidade, incluindo praças, parques, escolas, centros de saúde, vias de grande circulação, corredores urbanos, acessos ao Anel Rodoviário e áreas de divisa com municípios vizinhos.

Além dos novos equipamentos, câmeras que já estavam instaladas em Belo Horizonte também são incorporadas ao sistema.

A integração busca ampliar a capacidade de monitoramento da cidade e fornecer informações que possam apoiar a atuação das forças de segurança na prevenção e resposta a ocorrências.

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