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Campanha eleitoral começa neste domingo com atos nas ruas e propaganda na internet

Quem acessou as redes sociais desde cedo já deve ter recebido nome e número de candidatos em sua timeline. E assim será pelos próximos dias

16/08/2026 às 10h19 Atualizada em 16/08/2026 às 10h22
Por: João Vitor Viana
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Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

A campanha eleitoral de 2026 começa oficialmente neste domingo (16), marcando o início de uma nova etapa da disputa pelos cargos de presidente, governador, senador e deputado. A partir de agora, candidatos e partidos estão autorizados a pedir votos de forma explícita, realizar comícios, caminhadas, passeatas e carreatas, além de divulgar materiais de campanha e utilizar propaganda na internet. Quem acessou as redes sociais desde cedo já deve ter recebido nome e número de candidatos em sua timeline. E assim será pelos próximos 45 dias.

Na corrida presidencial, os principais candidatos escolheram locais ligados às suas trajetórias políticas para iniciar a campanha. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará em São Bernardo do Campo (SP); Flávio Bolsonaro (PL) fará ato no Rio de Janeiro; Renan Santos (Missão) escolheu a Faculdade de Direito da USP, em São Paulo; Ronaldo Caiado (PSD) inicia a campanha em Goiás; e Romeu Zema (Novo) fará atividades em Minas Gerais. Augusto Cury (Avante) também escolheu Minas Gerais para o primeiro ato.

Com o início oficial da campanha, também estão permitidos o uso de alto-falantes e amplificadores de som, dentro dos limites estabelecidos pela legislação, a distribuição de material gráfico e anúncios pagos em jornais. Na internet, candidatos podem publicar conteúdos de campanha, realizar transmissões ao vivo e impulsionar publicações para promover suas próprias candidaturas.

A legislação eleitoral, porém, estabelece limites para a propaganda digital. O impulsionamento pago não pode ser utilizado para ampliar conteúdos com ataques ou críticas a adversários. Também é proibido pagar ou oferecer vantagens a empresas e influenciadores para que façam publicações político-eleitorais em seus próprios perfis. O uso de inteligência artificial também está sujeito a regras específicas de transparência determinadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outro ponto de atenção envolve os conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial. Há restrições para a publicação, republicação ou impulsionamento de novos conteúdos sintéticos que utilizem imagem, voz ou manifestações de candidatos ou pessoas públicas em períodos próximos à votação. Enquetes relacionadas ao processo eleitoral também não podem ser realizadas durante a campanha.

A propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão terá início em 28 de agosto e seguirá até 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno. Já caminhadas, passeatas, carreatas e distribuição de material gráfico poderão ocorrer até as 22h do dia 3 de outubro, véspera da votação, marcada para 4 de outubro. O impulsionamento de conteúdo na internet poderá ser realizado até 1º de outubro.

Os alto-falantes e amplificadores de som poderão ser utilizados entre 8h e 22h até a véspera da eleição, respeitando a distância mínima de 200 metros de locais como sedes dos Poderes, tribunais, quartéis, hospitais, escolas, bibliotecas, igrejas e teatros. Em caso de segundo turno para presidente ou governador, a campanha será retomada e poderá seguir até a véspera da nova votação, prevista para 25 de outubro.

No dia da eleição, atos como boca de urna, distribuição de material de propaganda e abordagens de eleitores para influenciar o voto são proibidos. O eleitor, entretanto, poderá manifestar individualmente e de forma silenciosa sua preferência, por meio de camiseta, adesivo, broche ou bandeira. Irregularidades, como propaganda ilegal, compra de votos, uso indevido de recursos públicos e desinformação, podem ser denunciadas à Justiça Eleitoral pelo aplicativo Pardal, do TSE.

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